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São Paulo e Bahia são os estados que mais investem

Postado em Eleições e Cultura No Brasil, Historia do Pensamento Politíco em 13 de outubro de 2010 por sagradocacete

Ficando atrás somente de São Paulo, a Bahia dá um salto no reconhecimento em investimentos em Cultura ficando a frente de estados como o Rio de Janeiro e Minas Gerais. Dados foram coletados nos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentárias e realizados pelo Partido da Cultura (PCult).

De acordo com dados recentes da publicação Investimentos Públicos na Cultura do Brasil realizada pelo Partido da Cultura – PCult, a Bahia se configura como o segundo colocado no ranking de estados que mais investem em Cultura, ficando atrás somente do estado de São Paulo e a frente de estados como Rio de Janeiro, Minas Gerais e Pernambuco. As pesquisas foram realizadas nos anos 2007, 2008, 2009 e primeiro semestre de 2010 com base nos dados secundários produzidos e publicados pelas Secretarias de Fazenda (ou Finanças) dos governos estaduais e do Distrito Federal nas suas páginas na internet, em atendimento à Lei de Responsabilidade Fiscal, que obriga a publicação bimestral dos Relatórios Resumidos de Execução Orçamentária (RREO). Para conhecer a pesquisa, clique aqui.

De acordo com a pesquisa, nos anos de 2007 a 2010 o ranking é liderado pelo estado de São Paulo, sempre com uma representação em torno dos 35% dos investimentos totais em cultura no país, um total de R$434,7 milhões. Nesses dados a Bahia se configura como a segunda colocada com investimentos que variam entre R$ 101,9 milhões no primeiro semestre de 2010, R$ 185,9 milhões no ano de 2009, R$ 160,66 milhões em 2008 e R$ 125,15 milhões em 2007.

A publicação Investimentos Públicos na Cultura do Brasil foi realizada por quatro estudiosos, todos, integrantes do Pcult: Mário Olímpio Medeiros, ex-secretário de Cultura de Mato Grosso e atual integrante da Agência MO Arte e Mídia; Lenissa Lenza e Mariele Ramirez, ambas do instituto cultural Espaço Cubo, e o cientista econômico e integrante do coletivo Amerê – Coletivo Fora do Eixo, Bruno PoljoKan. Bruno conta que o estudo foi realizado em conjunto através da Internet. “Não nos encontramos nem uma única vez, fizemos tudo pela internet”, explica. Ele esclarece a importância da publicação. “O relatório é um ponto de partida para cada coletivo ou grupo do PCult se munir de informações para servir de base aos pedidos de ampliação de investimentos aos Governos Estaduais. A Bahia é o mais forte dentro dos estados do Nordeste. É o que mais se sobressai”, afirma PoljoKan.

Nordeste – Na região Nordeste, o estado da Bahia está disparado na frente dos demais, com a média de 75,64% a frente dos segundos colocados, Maranhão e Pernambuco, em todos os anos. Alagoas, Piauí e Rio Grande do Norte estão nas últimas colocações, segundo dados da pesquisa.

“A desvinculação da Secretaria de Turismo e Cultura para pastas separadas pode ter sido um dos fatores que fortaleceu o estado no âmbito cultural a conseguir ocupar o primeiro lugar no ranking dos Estados do Norte e Nordeste, fatores que não víamos antes”, afirma PoljoKan.

Outro dado importante é o percentual que cada estado investe do seu orçamento total no setor de cultura. Nesses dados o Estado varia a posição entre o 6º e o 5º colocado. Os investimentos estão na base de 0,77% em 2010, 0,87% em 2009, 0,82% em 2008 e 0,75% em 2007. No ranking anual de investimentos percentuais da despesa corrente na área cultural por região, a Bahia fica em segundo colocado, somente atrás do Maranhão. A Proposta de Emenda à Constituição – PEC 150/2003, reivindicação antiga do setor cultural, prevê aumento orçamentário para a Cultura nos três níveis federativos: 2% na União, 1,5% nos estados e 1% nos municípios.

O dado expressivo de investimentos em Cultura na Bahia também é atribuido à parceria com o Governo Federal através do Programa Mais Cultura, política de fomento que inclui investimentos em editais e microcréditos, dentro de uma dimensão econômica e social da cultura. “Atrelado a tudo isso, o governo Jaques Wagner compreendeu a importância da qualificação dos agentes culturais e gestores municipais e o envolvimento das Universidades Públicas na Bahia. A consolidação do Sistema Estadual de Cultura e a Estadualização das Políticas Públicas de Cultura do Estado são dois fatores também importantes”, explica o secretário de Cultura do Estado, Márcio Meirelles. “Os diálogos sociais através da realização de conferências possibilitam a compreensão pelo Estado nos anseios da sociedade, ampliando assim, as vertentes de investimentos a partir da diversidade de linguagens artísticas, como teatro, dança, música, artes visuais, audiovisual entre outros”, completa Meirelles.

Partido da Cultura – Entendendo que o Poder Público tem importância fundamental na elaboração e implantação do Sistema, o Partido da Cultura – PCult, foi criado por um grupo de pessoas com o objetivo de expor problemas e sugerir soluções que sejam operadas a partir de decisões políticas e institucionais de partidos políticos, candidatos a cargo eletivo e ocupante de cargos públicos. O conceito do PCult vem sendo construído de forma coletiva e solidariamente por meio da internet através do portal http://partidodacultura.blogspot.com/.

O PCult é um fórum informal, ambiente supra-partidário permanente e trabalha para que a Cultura, tanto quanto educação e saúde, seja tema central dos debates políticos eleitorais, nas campanhas que acontecem a cada dois anos no país e no desenvolvimento do Sistema Nacional de Cultura, aglutinando diversas entidades, redes, movimentos e pessoas de todos os estados do país em torno de temas diversos, sempre na esfera cultural.

Essa foi a primeira pesquisa realizada por integrantes do grupo, porém, próximos estudos estão em fase de construção. “Nós vamos dar início a uma nova pesquisa que irá analisar de que forma são feitos esses investimentos, quem recebe, como recebe, se são os mesmos grupos, a diversidade de cidades que recebem esses recursos entre outros fatores”, explica Poljokan.

*Com informações do Portal SECULT Bahia.

 

cAdIDaTos pROmeTeM aUMentar Orçamento da Cultura se For Eleito, AcReDitE Se QuIsER!!

Postado em Eleições e Cultura No Brasil, História do Brasil em 29 de setembro de 2010 por sagradocacete

O candidato à Presidência da República pelo PSDB, José Serra, disse hoje (21) que, se eleito, triplicará o orçamento do Ministério da Cultura. Ele destacou que, durante sua passagem pelo governo paulista, multiplicou por três o orçamento da pasta e que hoje a Secretaria de Cultura do estado tem orçamento maior que o federal.

“O orçamento de São Paulo, o que eu deixei agora é R$ 100 milhões acima do orçamento federal. Temos R$ 900 milhões de orçamento. O governo federal é de 800 milhões. Isso excluindo os incentivos da Lei Rouanet, como também excluímos [na conta] os incentivos aqui. Triplicamos os gastos na cultura, foi a área que mais cresceu”, disse, durante um encontro com artistas, na capital paulista.

Pego de surpresa com a declaração do presidenciável, o Ministério da Cultura contestou, por meio de nota, as declarações do candidato do PSDB. Segundo a nota, o orçamento da pasta saltou de R$ 287 milhões em 2003 para R$ 2,2 bilhões em 2010. Os recursos relativos a renúncia fiscal, que eram de R$ 400 milhões em 2003, passaram para mais de R$ 1 bilhão, em 2010. “O salto de quase dez vezes atesta a importância que a cultura tem para o governo Lula”, afirmou o ministro Juca Ferreira, na nota.

O candidato do PSDB criticou também o projeto da nova lei sobre o direito autoral, que tem apoio do governo. Serra disse a proposta pretende estatizar os direitos autorais. “Hoje tem um sistema que não funciona muito bem, precisa ser aperfeiçoado, mas certamente não é estatizá-lo. Todo mundo da área da cultura está revoltado com relação a esse projeto. A arrecadação vai ser estatal, vai se criar a Ecadbras. Isso vai começar a empregar companheiro”, afirmou.

Sobre a questão dos direitos autorais na internet, Serra declarou que ainda não encontrou proposta razoável sobre o assunto e que o tema deverá continuar a ser debatido nos próximos anos. “Não conheço nenhuma proposta, até agora, consistente sobre a internet. Que não extermine a liberdade da internet, mas que proteja aquele que está produzindo. É uma pauta para os próximos anos.”

O candidato mostrou-se ainda favorável a rediscutir o benefício da meia entrada para estudantes em eventos culturais. Serra disse ser favorável ao desconto, mas “dentro de regras”. “Isso é um assunto a ser visto no âmbito do Congresso Nacional, e que eu acho positivo. Eu sou a favor da meia entrada, mas tem que ter uma regra a esse respeito.”.

O ministro da Cultura também respondeu às críticas do tucano ao projeto da nova lei de direitos autorais. “O projeto de lei para modernização do Direito Autoral, amplamente debatido pela imprensa e pelo setor cultural, aumenta a transparência do sistema de arrecadação no Brasil. A suposta estatização do Ecad [Escritório Central de Arrecadação e Distribuição, de natureza privada] não existe no projeto e é apenas uma leitura marota”, disse Juca Ferreira.

* Com informações da Agência Brasil

A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, defendeu ontem (21) o estímulo à arte como atividade auxiliar no processo educacional. “A arte faz muito bem para a qualidade de vida das pessoas e precisa ser estimulada, inclusive como uma forma de educação. Temos a proposta de educação integral na qual as atividades culturais compõem o processo de aprendizagem”, disse ela, ao visitar a 29ª Bienal de São Paulo.

Marina destacou que incentivar a cultura pode ser uma forma de garantir renda. “Estamos trabalhando muito o conceito de economia criativa. Essa que, a partir da criatividade, da inventividade humana, promove a melhoria da qualidade de vida e gera receita.”

Segundo a candidata, as pessoas que ganham salário mínimo e os beneficiários do Bolsa Família devem ter oportunidades para se inserir na economia. “É o momento afirmar as atividades econômicas e sociais que nos levam a melhorar cada vez a vida dos brasileiros para que eles tenham uma inclusão produtiva.”

Marina aproveitou para reforçar o ânimo dos jovens, que para ela, têm sido os maiores entusiastas da sua candidatura. “Que a juventude possa continuar o seu trabalho de convencimento, ele está sendo muito eficiente. Estamos diante de uma onda verde no Brasil.”

* Com informações da Agência Brasil

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, afirmou que pretende ampliar a linha de crédito do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para abrir mais espaços culturais pelo país, principalmente salas de cinema. “Isso significa que a população brasileira tem o direito de ter acesso ao cinema, ao teatro, a bibliotecas e a todos os espetáculos de ópera clássica até as manifestações diversas dessa riqueza cultural imensa que nós temos”, disse.

De acordo com a candidata, o governo deve garantir a produção de bens culturais descentralizada, que respeite a diversidade cultural, garantindo o acesso da população a salas de espetáculos em todas as regiões do país. “Você não pode ter incentivos à cultura centralizados. Terá de ter essa diversificação para poder captar essa diferença. Essa diferença que dá também condições de mais democracia cultural no Brasil”, disse.

Dilma Rousseff defendeu que devem ser respeitados os locais onde a cultura se expressa com maior intensidade, como é o caso do Rio de Janeiro, que tem a capacidade de fomentar a cultura e torná-la um grande acontecimento para o país. “Muitas vezes o Rio de Janeiro vai ser o local que os outros estados vão utilizar para poder firmar a sua cultura. Porque o que acontece aqui nós todos brasileiros encaramos como sendo do Brasil”, afirmou.

A candidata disse ainda que para que o país estruture um projeto de Nação, são precisos, além de construir um país e uma sociedade desenvolvidas, dois elementos essenciais que, segundo ele, necessitam de incentivo. “Um é a educação de qualidade, o outro é o respeito mais absoluto a sua expressão cultural, que é o que você tem de identidade que mostra a alma desse povo, que é a nossa cultura. Por isso a questão da cultura pra mim é uma das questões mais estratégicas”.

Dilma Rousseff fez uma visita ao Centro Luiz Gonzaga de Tradições Nordestinas, conhecido como Feira de São Cristóvão, na zona norte da cidade. Ela ficou 25 minutos no local, e não teve como circular devido à aglomeração que se formou.

* Com informações da Agência Brasil

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