Arquivo para a Dramaturgia Feminina categoria

Residencia Teatral na Terreira da TRibo de Atuadores Ói Nóis Aqui TRaveiz nucleodos5 – núcleo de investigação teatral – Vídeo

Postado em Antonin Artaud, Apresentação dos Trabalhos, Dramaturgia Feminina, Heiner Müller em 8 de março de 2012 por sagradocacete

Morre Christa Wolf, da Alemanha oriental autora da novela base pesquisa da montagem Cassandra em Process do Ói Nóis Aqui Traveiz

Postado em Dramaturgia Feminina em 2 de dezembro de 2011 por sagradocacete

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Morre Christa Wolf, a mais famosa escritora da Alemanha OrientalBERLIM, Alemanha, 1 dez 2011 (AFP) -A escritora Christa Wolf, considerada uma das maiores romancistas da então República Democrática Alemã, faleceu nesta quinta-feira num hospital de Berlim aos 82 anos, depois de uma longa enfermidade, anunciou a Editora Suhrkamp-Verlag.
Nascida em 1929 na Prússia Oriental (hoje território polonês), ela contribuiu para o nascimento de uma literatura própria da extinta RDA, com seus primeiros livros e o conto Der geteilte Himmel (Céu dividido), de 1963, onde o sonho de uma nova sociedade se misturava ao de um desabrochar individual.
Na RDA (República Democrática Alemã), durante um tempo, teve carreira consolidada como personalidade aliada ao socialismo.
Em 1965, no entanto, quando ela se posicionou contra a censura e a homogeneização da literatura, numa sessão do SED, o partido único da então Alemanha Oriental, sua carreira entrou em declínio no país, com seus livros tornando-se raros nas livrarias da RDA.
Com a frase "Quem sou eu, de fato, e o que me impede de ser eu mesma?" Christa Wolf inicia o livro Nachdenken über Christa T. (Em memória de Christa T.), que marcou seu sucesso.
A fama no lado ocidental foi se consolidando. Com Kindheitsmuster (Modelo de uma infância), publicado em 1976, a escritora transformou-se em referência entre os clássicos da literatura alemã dos dois lados do Muro.
O presidente da República alemã, Christian Wulff, disse, nesta quinta-feira, que os livros de Christa Wolf "emocionaram e encheram de entusiasmo nosso país, levando-o à reflexão". "Para leitores e leitoras, Christa Wolf era mais que uma romancista. Ela acreditava ainda, à sua maneira, sempre muito atual, no bem e na capacidade de o ser humano de melhorar", acrescentou.
"A Alemanha perdeu com Christa Wolf uma das autoras contemporâneas mais importantes", reagiu o ministro alemão da Cultura, Bernd Neumann, qualificando seus livros de "obras-primas artísticas de alto nível".
A escritora recebeu, em 1980, o prêmio Georg-Büchner, a maior distinção literária alemã, e por duas vezes o "prêmio nacional da RDA".
Em 1990, recebeu o título de ''Officier des Arts et des Lettres'' oficial das Artes e das Letras, do então ministro francês da Cultura, Jack Lang.
Nos anos 90, as revelações da imprensa sobre seus contatos com a Stasi, a polícia secreta da RDA, na década de 1960, arranharam sua imagem, levando-a a um exílio temporário nos Estados Unidos.
Amiga de Günter Grass, teve duas filhas do casamento com o escritor Gerhard Wolf.
A vida da família Jordan, em Modelo de uma Infância, passada durante o nazismo e a Segunda Guerra Mundial, foi a história da própria Christa Wolf, que, como sua heroína Nelly, nasceu em Landsberg/Warthe, em 1929.
Como nenhuma outra escritora, abriu espaço, através da linguagem, para uma nova consciência. O movimento feminista dos anos 1970 e 1980 encontrou em seus escritos material para a busca da própria identidade.

Nas obras da escritora, as mulheres estão sempre no centro das atenções: mulheres que se sentem estranhas, não ajustadas num mundo masculino. As personagens literárias de Christa T. são mulheres míticas como Cassandra ou Medeia.

Apresentação Disciplina Historia do Teatro Brasileiro

Postado em Apresentação dos Trabalhos, Dramaturgia Feminina, Historia do Teatro Brasileiro, Literatura e Repressão em 17 de setembro de 2010 por sagradocacete

A Dramaturgia Feminina no Brasil

Postado em Apresentação dos Trabalhos, Dramaturgia Feminina, Historia do Teatro Brasileiro em 3 de junho de 2010 por sagradocacete

Teatro Brasileiro Dramaturgia Feminina
Sônia Guasque
Sumário:
° Dramaurgia Feminina…………………………………………………………………….. 01
° Renata
Pallottini……………………………………………………………………………………………..02
1.“Colônia Cecília“…………………………………………………………….. 03
° Leilah Assunção…………………………………………………………………………….. 05
1. „ A Kuka De Kamaiorá“…………………………………………. 06
2.“Lua Nua“………………………………………………………………………. 09
° Consuelo de Castro……………………………………………………………………….. 11
1. „A Prova de Fogo“………………………………………………………… 12
2.“Caminho de Volta“……………………………………………………….. 14
° Maria Adelaíde Santos do Amaral……………………………………………….. 16
1.“A Resistência“……………………………………………………………… 17
2.“Tarsila“……………………………………………………………………….. 18
° Referências…………………………………………………………………………………… 20
Dramaturgia Feminina
1949:
O professor Antônio Soares Amora descobriu, em Portugal, o manuscrito de um
drama:
„Efeitos do Amor, Drama em que Fallão Paulicea, a Prudência e a Dezesperação/
Na figura de huá Fúria/ Por uma Anonima e illustre Senhora/da cidade de São
Paulo, 1797.
Maria Angélica Ribeiro (1829-1880):
Nascida em Parati, RJ. Autora de pelo menos dezenove textos teatrais, dos quais
os primeiros, escritos entre 1856 e 1858 : „Guite ou a feiticeira dos Desfiladeiros
Negros“, „Paulina“, „A Aventureira de Vaucloix“ e “O Anjo sem Azas“. A partir de
1858 escreve mais qunze peças, entre dramas e comédias. Algumas delas foram
encenadas e outras publicadas.
Júlia Lopes de Almeida (1862):
Nascida no Rio de Janeiro. Uma das primeiras mulheres a construir uma obra
dramática de certa consistência. Chegou a ter uma de suas peças „ Quem não
Perdoa“ encenada no Teatro Municipal do Rio de Janeiro (em 1912) e sua Obra
reunida e públicada em um único volume , em Portugal em 1917.
Maria Jacinta:
Nascida no Rio de Janeiro por volta de 1910. Em outubro de 1939 sua peça
„Conflito“ foi encenada pela Companhia Dulcina de Moraes. A peça foi premiada
pela Academia Brasileira de Letras e publicada (em 1942) pelas edições Meridiano,
do Rio Grande do Sul. Maria Jacinta escreveu também „Já é manhã no Mar“.
Clô Prado:
Em 1952 ela tem um texto seu encenado no Teatro das segundas-feiras. A peça
se chama-va „ Diálogo de Surdos“.
Raquel de Queiroz:
Em 1954 a romancista produziu a peça „ Lampião“, que foi encenada nesse mesmo
ano pela compania Nydia Lícia-Sérgio Cardoso. Escreve em 1960 a peça „ Beata
Maria do Egito“.
Edy Lima:
Escritora e jornalista gaúcha, residente em São Paulo, em 1959, teve um texto seu
encenado pelo Teatro de Arena, com direção de Augusto Boal. A peça chamava-se:
„ A Farsa da Esposa Perfeita“.
1969:
Começam a aparecer, não mais um eventual nome de mulher que escreve para
teatro, mais sim um conjunto de nomes de dramaturgas: Leilah Assnção; Consuelo
de Castro; Isabel Câmara; Renata Pallotini; Hilda Hilst e posteriormente, a partir
de 1978, Maria Adelaide de Amaral.
-01-
Renata Pallottini
(1931)
Após fazer o Curso de Filosofia Pura na Pontifícia Universidade Católica – PUC
entre 1949 e 1951, e formar-se na Faculdade de Direito da Universidade de São
Paulo – USP, em 1953, segue para a França, iniciando estudos de teatro nos cursos
livres da Sorbonne Nouvelle, em Paris, em 1959. De volta ao Brasil, entra para a
Escola de Arte Dramática ( EAD) cursando dramaturgia e crítica de 1961 e 1962.
O curso é criado em 1961. Ela é a primeira e única mulher a ingressar neste
primeiro ano de funcionamento. Em 1982 Renata Pallottini doutora-se pela Escola
de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo – ECA/USP.
Começa a escrever para teatro no ínicio da década de 60. Ela continuará a
escrever para teatro durante as décadas de 70 e 80. Em 1958 Renata escreve a
peça „A Lâmpada“. A peça é encenada em 1960 pelo Teatro do Estudante de
Campinas (TEC) sob a direção de Teresa Aguiar.
Em 1961 já estudante de Dramaturgia da EAD .Renata tem um trabalho seu
dirigido por Alberto D’Aversa. Apeça chamava-se „Sarapalha“ e era uma adaptação
de um conto de Guimarães Rosa.
Em 1961 escreve „O Crime da Cabra“ que será encenado em 1965.
Em 1962 escreve „ O Exercício da Justiça“, que ela própria dirige na EAD.
Em 1964 escreve „Nu para Vinicius“ . Em 1968 „Pedro Pedreiro“.Este texto, com
música de Chico Buarque e direção de Silnei Siqueira é o primeiro espetáculo da
EAD a excursionar ao exterior, participando do Festival de Teatro Universitário
de Manizales, na Colômbia. Em 1969 Renata Pallottini assume presidência da
Comossão Estadual de Teatro, sucedendo no cargo a Cacilda Becker.
Como autora, Renata obteve em 1968 o Prêmio Anchieta da Comissão Estadual de
Teatro, CET, de melhor texto teatral com a peça „O Escorpião de Numância,
baseado no Cerco de Numância, de Cervantes.
Em 1969 ela volta a fazer uma adaptação de Guimarães Rosa. Ela faz uma
montagem de vários textos do autor e surge a peça „João Guimarães, Veredas.“. A
encenação se dá mais uma vez sobre a direção de Teresa Aguiar.
Em 1971 a peça „A História do Juiz“ de Renata Pallottini é encenada.
Em 1973 ela tem sua peça „Enquanto se vai Morrer“ ( escrita no mesmo ano)
censurada. Em 1974 ela escreve „Serenata Cantada aos Companheiros“. Esta peça
é dirigida por Fausto Fuser em 1976.E em 1982 escreve a peça „O País do Sol“.
Em 1984 escreve „Colônia Cecília“. Exte texto é montado, ainda no mesmo ano
em Curitiba, pelo encenador Ademar Guerra „Colônia Cecília“ E em 1986 escreve a
peça „Tarantella“.O País do Sol sobe a cena no Projeto 3a Idade da USP, com
direção de José Eduardo Vendramini, numa produção da EAD/ECA/Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP,
em 1995 . E, em 2002, Zé Carlos de Andrade dirige, para a Faculdade Paulista de
-02-
Artes, Enquanto Se Vai Morrer, peça sobre a sua experiência na Faculdade de
Direito, focalizando os problemas da pena de morte e da tortura, escrita em 1973
e censurada no mesmo ano.
„Colônia Cecília – Um pouco de ideal e de polenta“
Renata Pallottini
Personagens:Giovanni,Rossi,Rosa,Maria,Éleda,Piero,Guido,Eugênio,José,Aníbal,
Gígi,O Estranho,Colonos e Colonas.
A ação se passa na Colônia Cecília, no Paraná, perto de Palmeira,entre 1890 e
1894. Os habitantes da Colônia Cecília são italianos que imigraram para o Brasil.
Eles saíram de Gênova, no navio „Cidade de Roma“, no começo de 1890. A terra no
Brasil, havia sido prometida a Giovanni Rossi (também chamado Cardias), pelo
imperador Pedro II em Milão.
Chegaram no Brasil no outono de 1890. Eram alguns homens e uma única mulher. A
experiência de Giovanni Rossi com comunidades vinha do fato de ter ajudado a
fundar uma na Itália. Na região de Cremona, Cárdias e outros companheiros
fundaram a „Cittadella“, que durou pouco.
Os italianos chegam ao Brasil, na esperança de fundar uma colônia anarquista
regida pela liberdade. Chegam a terra. Durante o tempo entre a partida da Itália
até a chegada ao Brasil, o Brasil deixa de ser império e se torna república. Eles
conseguem ocupar a terra. Passam fome. Eles não têm quase dinheiro. Um pouco da
vida cotidiana é mostrada na peça. Depoimentos de colonos são dados ( a proposta
da autora é de serem falados diretamente para o público).
Enfim, alguns colônos estão insatistfeitos, outros continuam animados. Eles
começam a plantar, realizam trabalho na terra, e constroem casinhas e uma casa
grande que é chamada de „A casa do amor“ . Lá são feitas as reuniôes, discussões,
festas e amor, no seu estado mais puro.Acontece a inauguração do mionho. Após
muito trabalho a colônia tem seu moinho, o que vai proporcionar comida como
polenta e fubá.
Chega a colônia um casal. Éleda e Aníbal. São amigos e vieram para ficar. Depois
de um tempo Éleda se envolve com Guido, o que causa um pouco de ciúmes em
Aníbal. É feita uma reunião na casa do amor para discutir o caso. Mais Aníbal
defende que a mulher não é uma propriedade e que Éleda pode ficar com quem
quiser. Depois é Éleda quem responde as perguntas de todos. Ela diz que ama os
dois ao mesmo tempo. E que não têm problema de ter um filho sem saber de quem
é. Durante a conversa dois homens e duas mulheres se afastaram da multidão por
não concordarem com as afirmações dos envolvidos.
Um dos moradores da colônia, José, que é o responsável pelo „administrativo“ e
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é quem vende o que sobra de produção na cidade, resolve sair da colônia. Ele fala
com Rossi e diz que gosta da cidade. Ele se muda mais continua fazendo as
negoiações entre a colônia e a cidade.
O governo começa a exigir documentações das terras. Além disso exige o
pagamento de ímpostos e também dos impostos atrasados. A colônia não tem
dinheiro. A única coisa que eles possuem no momento é toda a safra de milho no
celeiro. Decidem então vender a safra inteira e pagar os impostos com o dinheiro.
José é quem acha um comprador e negocia. O comprador busca o milho na colônia,
mais José não entrega o dinheiro da venda roubando-o todo para si.
Ao mesmo tempo a polícia invade a colônia, destrói o moinho, mata e rouba os
animais. É o fim da colônia Cecília. Os moradores se lamentam. É decidido que
quem quiser ficar pode ficar, mais ao final todos partem.
Anotações: Colônia Cecília foi escrita para a comemoração do 1° Centenário do
Teatro Guaíra do Paraná,em 1984, a convite da Fundação Teatro Guaíra, e dirigida
por Ademar Guerra, em setembro daquele ano.
A peça tem muitas músicas, que contém um som meio poético, principalmente pela
rima. Durante as falas não. São falas normais, cotidianas. As cenas se fundem uma
na outra.
Os fatos que ocorreram (p.e. a vinda do grupo para o Brasil) o leitor vêm a saber,
no decorrer da peça, através de depoimentos dos colonos dados diretamente para
o público. Enquanto isso, temos momentos cotidianos dos moradores e
acontecimentos do presente.
O tema da imigração italiana também é tratado por Renata Pallottini na sua tese
de doutorado, que resultou em uma peça tetral: „O País do Sol“. O próprio avô de
Renata era imigrante italiano e anarquista.
Resumo breve:
Colônia Cecília é uma comunidade fundada por imigrantes italianos no Brasil. Eles
formam a comunidade de acordo com os ideais anarquistas. A ação da peça se
passa na Colônia Cecília, no Paraná entre 1890 e 1894. Eles passam fome e muitas
dificuldades. Mas eles plantam e os frutos começam a aparecer. O cotodiano da
colônia é mostrado. Devido a invasão da polícia , a exigência da documentação da
terra e de pagamentos de impostos feito pelo governo, e a traição de um exmorador
da colônia (que fazia a parte das vendas e que roubou todo o dinheiro da
colônia ) a colônia é destruída.
-04-
Leilah Assunção
(1943)
Pedagoga formada em 1964 pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências
Humanas da Universidade de São Paulo – FFLCH/USP, faz cursos de teatro com
Eugênio Kusnet, Renata Pallottini e Miroel Silveira nos anos 1960, quando trabalha
como manequim de alta costura e, esporadicamente, como atriz.
Leilah Assunção escreveu „Vejo um Vulto na Janela, Me Acudam que Sou
Donzela“ (entre 1963 e 1964) e „Use Pó de Arroz Bijou“ (1968). Apresentadas à
censura federal ambas as peças encontraram problemas. A primeira só foi liberada
em 1979, após revisão. Ela foi encenada, no mesmo ano, por Emilio Di Bias. Em 1989
a peça é transformada no filme Brasil, Primeiro de Abril, por Maria Letícia.A
segunda foi cortada em trechos distribuídos em 80 de suas 90 páginas. A segunda
não chegou a ser encenada.
Depois escreve „Fala Baixo Senão Eu Grito“(1969). É a primeira das peças de
autoria feminina estreadas em 1969. Ela foi encenada no mesmo ano sob a direção
de Clóvis Bueno. A peça rendeu a autora dois prêmios importantes: o Moliére e o
da Associação Paulista de Críticos Teatrais (APCT) como melhor autor do ano.
Em 1970 escreve „ Jorginho, o Machão“(encenada em 1970, com direção de Clóvis
Bueno. E em 1975 escreve„Roda Cor-de-Roda. Estas duas peças somando-se á peça
„Fala Baixo senão Eu Grito“ podem ser consideradas uma trilogia.
Em 1973 estréia no Rio de Janeiro á peça „Amanhã, Amélia, de Manhã“e em 1975
escreve a peça „Kuka de Kamaiorá“. A peça „Kuka de Kamaiorá“ só será encenada
em 1983 sob a forma de musical por Jorge Takla, em São Paulo, numa adaptação
ópera-rock intitulada „O Segredo da Alma de Ouro.“
Em 1978 projeta-se em São Paulo a Feira Brasileira de Opinião. A „Feira Br…“
Reunia textos de dez autores. Entre eles estão Leilah Assunção e Maria Adelaide
de Amaral.Em 1977 Leilah escreve a peça „ Sobrevividos“ . A peça foi proibida
juntamente com as outras peças da Feira Brasileira de Opinião. „Sobrevividos“ só
foi liberada em 1982.
Em 1981 escreve a peça „Seda Pura e Alfinetadas“, em 1984 escreve „Boca
Molhada de Paixão Calada“ (dirigida por Myrian Muniz no mesmo ano) e em 1986
„Lua Nua“(dirigida por Odavlas Petti, em 1987).
Temos ainda a peça „Adorável Desgraçada“, de 1994, com direção de Fauzi Arap,
montagem pela qual obtém prêmio de melhor autor da Associação Paulista de
Críticos de Artes – APCA. E, em 1999, Luiz Arthur Nunes encena o seu texto O
Momento de Mariana Martins.
-05-
A Kuka de Kamaiorá
Leilah Assunção
Personagens:
• Fernandez (rei de Kamiorá), Mínor (feiticeiro de Kamiorá e conselheiro do
rei), Pepe (homem de confiança de Mínor), Xaprenco (cientista de
Kamaiorá).
• Malfadada ( sudita de Kamiorá,jovem, bonita e saúdavel), Diego (o maior
produtor de Kamiorá), Juanito( adolescente), as Três bem fadadas: Melissa
(viúva e mãe de Juanito), Mariazinha (bem casada com Diego), Mariana(a
solteirona).
• Majestade Ramartél Mor, Grão-senhor Asparco, O Rei de Pirãs, Regina
Plena Vandal Abí.
1° ATO:
No 1° plano temos a praça principal do reinado de Kamaiorá. No alto, pequena tela
para projeção de slides. No centro, uma estátua (o Dios Kuko), mistura de ave,
homem, e máquina. A praça deve sugerir uma cidade do futuro, com cores frias e
metal. No 2° plano Temos de um lado o salão do rei, uma tela para projeções, um
trono, microfones, dois funis. No outro lado temos a casa de malfadada, simples
mas colorida e viva.
Estamos no reinado de Kamaiorá. Os suditos(polpulação, povo) trabalham
mecanicamente tirando pepitas de ouro da terra. Eles cantam uma melodia, sempre
a mesma, que os hipinotiza. Eles adoram uma estátua, o Dios Kuko. A estátua é uma
máquina camuflada. No lugar da boca há um alto falante disfarçado. Quem fala por
ela é o rei Fernandez. A estátua distribui o alimento dos súditos. A comida é
enlatada e é chamada de „cuca“. Eles comem apenas isto. Os habitantes depositam
as pepitas na estátua, que caem diretamente no salão do rei pelos dois funis. Os
habitantes adoram a estátua e confiam plenamente nela. Os habitantes também
tem lata no corpo. Eles têm um rádio na boca, por exemplo.
O reinado de Kamaiorá por sua vez, repassa grande parte de suas pepitas para
outros reinados da galaxia prima. Essa galaxia é formada por vários reinados como
Kamaiorá. A diferença é que a população dos outros reinados não é tão explorada
como a de Kamaiorá. O povo de Kamaiorá é explorado para sustentar outros povos.
E a população de Kamaiorá não sabe disso.
As relações sexuais se dão através de projeções, eles a chamam de jogos. A
imagem da pessoa desejada é projetada. As duas pessoas se veem mais apenas
“virtualmente“. A fecundação se dá através de forma artíficial e somente com o
sémen do rei Fernandez. Mas os súditos „são livres“ para jogar „jogos de amor“
com quem quiserem.
-06-
Malfadada engravida, mais sem ser fecundada artificialmente pelo rei. Ela jogava
jogos de amor com várias pessoas. O rei então começa a persegui-la.
Ele não pode deixar que esse filho „bastardo“ nasça.Ele faz com que suas três
„amigas“ Melissa, Mariazinha e Marianinha tentem abortar o filho de Malfada
diversas vezes. Elas o fazem, mais a criança sempre escapa para outra parte do
corpo de malfada. Indo do ventre para o estômago, do estômago para os seios, dos
seios para a cabeça, etc.
Malfadada sofre,ela quer ter seu filho e sente cada vez mais raiva do rei. Ela
quer liberdade. Malfada plantava algumas verduras em casa para não comer apenas
“cuca“. Mas ela é perseguida. Em alguns momentos, os súditos dispertam de sua
„cegueira“, mas voltam para ela logo em seguida.
Mínor pressiona o rei. Ele é quem toma todas as atitudes práticas. Ele quer ser
rei. O rei tem que aguentar Mínor e matar o filho de Malfadada. Mas todas as
tentativas dão errado. Então aparece, em uma projeção, o rei de outro reinado da
galaxia. Ele pressiona o Rei Fernandez com relação a criança.Mínor, por sua vez,
faz críticas ao rei fernandes na frente de seu superior.
2° ATO:
No 2° plano temos a sala de reunião da galaxia Prima. Uma projeção do sistema
solar.Cinco bancos espaciais, em semicírculo.
No 1° plano, a praça está transformada em um deserto. Tudo coberto com panos
de cores neutras.O avesso desses panos devem ser coloridos, para depois, mostrar
cores quentes e vida.
No 2° plano, começam a aparecer, virtualmente, reis de outros reinados da
Galáxia Prima. Todos os reis começam a opinar sobre o destino de Malfadada. Eles
discutem. Fernandez desliga a conexão de som. Apenas as imagens dos reis
permanecem. Chega uma mensagem do „ Nuncavislumbrado Imperador Milicucais“.
Ele é o imperador de todos os reis da Galáxia Prima. Ele quer que todos os Reis se
encontrem com ele na Ursa Maior. Fernandez vai e deixa Mínor cuidando de
Kamaiorá. Ordena que ele leve Malfadada para um deserto.
No 1° plano, o povo, hipnotizado por Mínor, leva Malfadada para o deserto. O seu
filho está na cabeça e os seus cabelos estão enormes. O povo começa a escutar
barulhos. Pensam que é a criança. Juanito começa a defender Malfadada. Todos
estão com fome. Mínor incita o povo a ir contra Malfadada, incita o povo a comer
Malfadada e a criança para passar a fome. A maquinaria dos habitantes começa a
estragar. Eles não conseguem andar. Apenas Juanito percebe que pode andar sem
as máquinas. Malfada diz que os barulhos não vem dela. Que vem lá de cima.No 2°
plano, temos o Rei Fernandez, na Ursa Maior, com os outros reis. Eles discutem
sobre Malfadada. A Rainha Vandal defende que ela não deve morrer. A Rainha fala
abertamente entre os Reis sobre como o povo de Kamaiorá é explorado para que os
outros povos vivam bem. Todos discutem. Asparco concorda que Malfadada não
deve morrer.
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No 1° plano, temos novamente o povo. Eles continuam escutando ruídos que vem do
alto. A maquinaria continua a estragar. Mais agora todos descobrem que podem se
mover. E os seus sentidos são liberados. De repente a grama, chuva fina e frutas
aparecem. Mínor diz que tudo é veneno. Mas eles comem as frutas. Se escuta um
choro de criança. Mariana, Melissa e Mariazinha querem ajudar no parto de
Malfadada mãe.
No 2° plano temos a reunião dos Reis. Eles votam sobre a morte de Malfadada
mãe. Na votação, se descobre que Fernandez é o Imperador Milicucais. Pois é ele
quem tem o controle na indústria das cucas enlatadas. A decisão é pela morte.
Eles se dão conta que a maquinaria quebrou e que o povo havia escutado a reunião.
Os rúidos que o povo escutava (que vinham do alto), eram a s vozes deles
conversando. Agora toda a população está ao lado de Malfadada.
Os súditos olhando os reis ao vivo, começam a caçoar deles. Mínor, faz os súditos
brigarem entre si. Estes no meio da confusão deixam Malfadada mãe
desprotegida. Os Reis também acabam brigando entre si. Malfadada e Fernandez
se enfrentam sozinhos. Eles discutem. Se descobre que o filho é de Fernandez.
Que Malfadada dormiu com ele e que esse feto era o único fecundado fisicamente
pelo rei.
Os dois brigam, mais acabam se abraçando, fazem amor e o rei morre
estrangulado. Malfadada se levanta. Ela está diferente, mais jovem. Não é mais
Malfadada, é sua filha Benfazeja. Malfadada morreu mais a criança sobreviveu.
Anotações: A peça é contada em dois atos e se passa em dois planos.A peça tem
um estilo de ficção científica e um ar de conto de fadas.A linguagem é metafórica.
A peça procura reproduzir a situação latino-americana. Ela foi escrita em 1975 e
encenada sob a forma de um musical em 1983 como ópera-rock sobre o título de
„O segredo da Alma de ouro“. Em 1976 a peça é lida, entre outras igualmente
selecionadas no VII Concurso de Dramaturgia do SNT do ano anterior , no Teatro
Aliança Francesa .
Resumo breve: Em um dos planos temos o Rei e no outro plano a população.
Estamos no Reinado de Kamaiorá, que faz parte da Galáxia Prima. A população é
enganada pelo Rei Fernandez e por todo um sistema. O reinado de Kamaiorá, por
outro lado é explorado pelos outros reinados da Galaxia Prima. Os suditos
(polpulação, povo) trabalham mecanicamente tirando pepitas de ouro da terra. Eles
cantam uma melodia, sempre a mesma, que os hipinotiza. Eles adoram uma estátua,
o Dios Kuko. A estátua é uma máquina camuflada. No lugar da boca há um alto
falante disfarçado. Quem fala por ela é o rei Fernandez. A estátua distribui o
alimento dos súditos. A comida é enlatada e é chamada de „cuca“. Eles comem
apenas isto. Os habitantes depositam as pepitas na estátua, que caem diretamente
no salão do rei por dois funis. Os habitantes adoram a estátua e confiam
-08-
plenamente nela. Os habitantes também tem lata no corpo. Eles têm um rádio na
boca, por exemplo. As relações sexuais se dão através de projeções, eles a
chamam de jogos. A imagem da pessoa desejada é projetada. As duas pessoas se
veem mais apenas “virtualmente“. A fecundação se dá através de forma artíficial e
somente com o sémen do rei Fernandez. Mas os súditos „são livres“ para jogar
„jogos de amor“ com quem quiserem. Temos Malfadada. Ela está grávida, mais não
foi fecundada artificialmente pelo rei. Ela não come a „cuca“ enlatada e sim
verduras que planta em casa. Ela não usa o equipamento de lata que os súditos
usam. Ela é uma ameça e o filho dela também. O rei tenta abortar o filho de
Malfadada. Ele usa a própria população para isso. Os súditos tentam abortar, mais
o filho de Malfadada escapa, indo de uma parte do corpo de Malfadada para
outra. Os reis da galáxia Prima fazem uma reunião para decidir o futuro de
Malfadada. Eles pressionam o rei Fernandez. Decidem pela morte dela. Mas a
população escuta toda a reunião e acaba ficando do lado de Malfadada. A
hipnotização acaba. Os súditos descobrem que podem se mexer sem as máquinas.
Malfadada e o rei se enfrentam. Se descobre que o feto foi fecundado
fisicamente pelo rei Fernandez. Os dois brigam e na briga acabam se abraçando e
fazendo amor. O rei morre. Malfadada está diferente, mais jovem. Não é mais
Malfadada, é sua filha Benfazeja. Malfadada morreu, mais a criança sobreviveu.
LUA NUA
Leilah Assunção
Personagens:
-Sílvia, esposa e mãe (entre os 30 e 35 anos)
-Lúcio,marido e pai (entre os 30 e 35 anos)
-Dulce,empregada
A peça começa com Sílvia e Lúcio esperando o café. Júnior(filho do casal) está
dormindo no quarto dele. Sílvia e Lúcio quase não conversam, quando conversam
brigam. Chega Dulce do supermercado. Sílvia diz para ela ir ferver o leite do
menino. Lúcio reclama que está atrasado, que tem uma entrevista importante as
dez e meia e que ele também precisava de leite. Lúcio tem uma entrevista a
respeito de um estágio no EUA. Ele é engenheiro. Ele e um colega de trabalho
estão disputando essa „oportunidade“ .Lúcio reclama da mulher. Diz que ela não
cuida da casa, que está gorda, que não emagreceu depois da grávidez. Que não
molha a samambaia. Lúcio fala um tempão da Samambaia que ele trouxe da
Amazônia. Diz que é a única planta que ele gosta naquela casa. E fala indignado(
como se fosse um absurdo) que ele mesmo, de terno e gravata; cuidou da
samambaia esses dias, Diz que sua secretária é mais bonita que Sílvia. Reclama
-09-
de Dulce também. Sílvia diz que também tem uma entrevista importante hoje.
Sílvia é advogada. A entrevista é com um cliente e é o primeiro caso que ela vai
trabalhar sozinha. Lúcio sai para o quarto sem tomar o leite.
Sílvia e Dulce estão sozinhas. Sílvia pergunta se Dulce entregou o bilhete. Sílvia
recebeu um bilhete propondo um encontro no Café Lua Nua, de um cara muito
atraente da vizinhança. Sílvia e Dulce são amigas. Dulce levou um bilhete para esse
cara confirmando o encontro mais marcando em outro lugar, pois Sílvia conheceu
Lúcio nesse mesmo café.
Lúcio volta. Elas disfarçam. Dulce vai fazer algumas coisas lá dentro. Lúcio sai
novamente. Sílvia e Dulce voltam a conversar sobre o cara do bilhete. Dulce diz
(brincando)que Sílvia vai para um motel com ele. Elas tem muita intimidade. Sílvia
diz que não teria coragem. Dulce vai para dentro. Volta Lúcio. Ele traz a
samambaia seca e morta. Briga com Sílvia e diz que Dulce é quem coderna a casa.
Diz que Silvia é uma incompetente, que não consegue nem dirigir um lar. Diz que
Dulce a domina. Lúcio sai para buscar o carro que está em uma oficina.
Sílvia chama Dulce e mostra a samambaia. Pergunta se Dulce molhara a planta.
Dulce diz que sim. Mas o regador estava empoeirado em um canto da casa. Dulce
mentira. E mentia o tempo inteiro. Sílvia fala que sabia que Dulce usava roupas
dela. As duas discutem. Sílvia perde o controle e fala de maneira vulgar e baixa
com Dulce. Dulce assumi um ar digno. Dulce ameaça Sílvia com o bilhete. Dulce diz
que é mais mãe de Junior que Sílvia. Sílvia demiti Dulce. Dulce vai arrumar as
malas.
Chega Lúcio. Sílvia diz que demitiu Dulce. Os dois discutem. Lúcio diz que vai sair
para o trabalho, que está atrasado. Sílvia diz que ela também está atrasada e
também precisa sair para o trabaho. Ambos tem uma entrevista importante as dez
e meia. Eles não tem com quem deixar o Júnior. Lúcio quer sair e Sílvia diz que
também vai. Ambos ficam.Sílvia se impõe. Diz que essa entrevista é a oportunidade
da vida dela. Lúcio diz que o trabalho dele é mais importante. Começam a telefonar
para diversas pessoas que poderiam ficar com a criança. Mais ninguém pode. Sílvia
faz Lúcio ajudar com as coisas da criança. Lúcio reluta em ajudar. Os dois
discutem enquanto isso. Lúcio diz que Sílvia se sabota. Que despediu Dulce de
propósito para não poder ir a entrevista. Lúcio agora está fazendo a mamadeira.
Mas ele é todo atrapalhado. Ele pergunta se o fortificante, que ele usara na
planta, era para por na mamadeira. Silvia diz que aquilo não era um fortificante
mais sim um desinfetante. Lúcio se da conta que ele matou a samambaia. Sílvia
começa a a falar de um momento com o Júnior muito especial que ela dividiu com
Dulce. Diz que Lúcio não estava junto. Dulce escuta isso sem querer e entra
emocionada pedindo desculpas e pedindo para ficar com o menino para os dois irem
para as suas reuniões. E pede para cuidar dele a noite, para Lúcio poder sair com a
secretária e Sílvia com o cara do bilhete . Lúcio diz que não ia sair com secretária
nenhuma e que ele que havia mandado o bilhete para
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Sílvia. Hoje fazia cinco anos que eles haviam se conhecido no Café Lua Nua.
Anotações:Foi escrita em 1986. A peça estreiou também em 1986 no Rio de
Janeiro,com Elizabeth Savalla no papel principal. Depois de percorrer todo o
Brasil, foi montada em São Paulo, em 1989. A linguagem é naturalista. A peça é
uma comédia. A peça se passa em apenas um único „bloco“.
Resumo breve: .
A peça retrata uma manhã de um casal de classe média em crise. Toda ação se
passa entre o café da manhã e a saída para o trabalho, e no mesmo espaço (casa do
casal). A peça mostra a desigualdade entre as posições do homem e da mulher.
Sílvia mantem uma dupla jornada de trabalho, como advogada e como dona de casa.
Lúcio(que é engenheiro) reclama da ineficiência dela no governo da casa e ainda diz
que o trabalho dele é mais importante. Ele reclama que ela não emagreceu depois
da gravidez. Além disso, ela ainda sente uma certa culpa pelo abandono do filho
nas mãos de outra mulher, a empregada. E ainda a dependência e a relação que
Sílvia tem com essa outra mulher, que a substitui. Além disso Sílvia enfrenta uma
relação amorosa vazia, no qual ela é „dominada“ pelo marido. Sem conseguir dar
atenção ao trabalho, ao filho ou a sua vida amorosa, Sílvia se rebela, demiti a
empregada e pede o divórcio. Com o desenrolar dos acontecimentos, a empregada
volta a cuidar da criança e Sílvia e Lúcio fazem as pazes. Lúcio parece mudar de
atitudes, e Sílvia também, ao conseguir se colocar em suas relações.
Consuelo de Castro
(1946)
Consuelo de Castro tem sua obra marcada por proibições ( a censura ) e
premiações. Ambos feitos por órgãos de um mesmo governo. Em 1976 ela escreve
um manifesto público, mostrando sua idignação sobre esses fatos, divulgado pelo
Jornal da Tarde e o O Estado de São Paulo.
Passa a adolescência em São Paulo, onde cursa ciências sociais na Faculdade de
Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo, FFLCH/USP,
como ativa militante do movimento estudantil. A agitação política, seus líderes e
sua escola são o objeto do seu texto de estréia, em 1968, Prova de Fogo. Cogitada
para montagem pelo Teatro Oficina , é proibida em seguida, conhecendo apenas
versões clandestinas e leituras.
Consuelo de Castro escreveu:
- „ A Prova de Fogo“ ou „A Invasão dos Bárbaros“(1968).
Está peça foi proibida no ano em que foi escrita. Ela foi encenada pela primeira
vez por um grupo universitário da USP em 1976, ainda sem autorização da
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censura. Em 1993 é montada, por Aimar Labaki , no próprio edifício que retrata
ficcionalmente.
- „ A Flor da Pele“ ( 1969 ).
Foi censurada diversas vezes. Esta peça rendeu a autora o prêmio Revelação de
Autor concedido pela Associação Paulista de Críticos de Teatro ( APTC ).
- „ O Porco Ensanguentado „ (1972) .
A peça recebeu o Prêmio de Leitura do SNT. Foi interditada e sofreu muitos
cortes pela censura.
-„ Caminho de Volta“ (1974) .
. Está peça foi proibida durante quinze dias. Ela foi encenada por Fernando
Peixoto, (ainda em 1974) e recebeu no mesmo ano três prêmios: O Moliére da Air
France como melhor autor de peça nacional, o Melhor Autor de Peça Nacional pela
APCA e o Governador do Estado (novamente como melhor autor de peça nacional)
conferido pela CET.
-„ A Cidade Impossível de Pedro Santana“ (1975).
Foi premiada no mesmo ano com o Prêmio de Leitura do SNT. Em seguida foi
proibida pela censura.
- „Ao Sol do Novo Mundo“(1976) .
-„O Grande Amor de Nossas Vidas“ (1978).
- „Louco Circo do Desejo“ (1983).
-„Amigo Secreto“(1984).
-„Scrip-tease“(entre 1984 e 1985).
Á Prova de Fogo
Consuelo de Castro
Personagens:Rosa Prado, Frederico Fonseca, Zé Freitas, Júlia Silva, Cebolinha ,
Vilma, Dartagnan, Paulinho, Ana, Alberto, Luís, Fernando, Mário, três Mães.
Á prova de fogo foi escrita em 1968. A peça mostra um micro-cosmo do
movimento estudantil durante a ditadura militar. Se passa no prédio de filosofia
da universidade. Treze jovens ainda resistem ali. Os prédios de todas as outras
universidades já se renderam. Eles recebem uma intimação da polícia para evacuar
o prédio pacíficamente em três dias ou eles invadirão e haverá violência e
repressão.
O presidente dessa organização é o jovem Zé Freitas. Ele é a favor de evacuar o
prédio e é contra a violência. Rosa e Frederico também. Rosa é noiva de Frederico
e tem um caso com Zé. Rosa e Frederico são ricos.
Mas todo o resto é a favor de ficar e resistir. Os que são a favor da resistência
são liderados por Júlia (ex de Zé e que está grávida de 3 meses dele, além disso
-12-
ela foi expulsa de casa pela gravidez e pensa em talvez fazer um aborto) e
Cebolinha.
Com o decorrer dos acontecimentos Zé é deposto da presidência. É organizada
uma passeata em pról da prisão de dois indíviduos. Zé é contra. Mas os jovens se
armam e vão as ruas. Há muitos estudantes e o pessoal que resiste na universidade
faz a liderança. Júlia e Cebola principalmente. Na passeata á muita violência. Há
muitas prisões e desaparecidos.
Depois que acabou a passeata, estão todos desiludidos no prédio da universidade.
Júlia está desaparecida e Luís também. Uma multidão de repente aparece e todos
pensão que é a polícia, mais é apenas uma procissão religiosa, rezando para eles
abandonarem o prédio. O mesmo acontece novemente, mais desta vez é uma
delegação das mães dos jovens que estão na universidade.
Chega Paulinho( que havia ficado detento pela passeata e trás informações. Diz
que Luís está morto e que Júlia havia sido torturada, perderá o filho e estava
muito mal.
Vilma, noiva de Luís enlouquece. A polícia realmente chega. Ela não quer
abandonar o prédio e quer atirar neles. Zé a agarra para não deixa-la atirar.
Enquanto isso os outros estudantes saem do prédio pacíficamente. Vilma é
baleada. Zé deixa o prédio.
Anotações: Foi escrita em 1968 sendo proibida no mesmo ano. Ela foi encenada
pela primeira vez por um grupo universitário da USP em 1976, ainda sem
autorização da censura.
Consuelo de Castro cursava Ciências Sociais na USP, em 1968, á época da
confrontação entre os alunos daquela instituição. Ela valeu-se como tema para a
peça „A Prova de Fogo“.
A linguagem é naturalista/realista. Toda ação de passa na universidade durante os
três dias da intimação. Não temos a ação do momento da passeata, apenas as
conversas entre os jovens após a passeata, contam o que aconteceu.
Resumo breve:
Á prova de fogo foi escrita em 1968. A peça mostra um micro-cosmo do movimento
estudantil durante a ditadura militar. Se passa no prédio de filosofia da
universidade. Treze jovens ainda resistem ali. Os prédios de todas as outras
universidades já se renderam. Eles recebem uma intimação da polícia para evacuar
o prédio pacíficamente em três dias ou eles invadirão e haverá violência e
repressão. O líder do movimento é Zé Freitas. Ele é favor de evacuar o prédio e é
contra a repressão. Rosa e Frederico o apoiam. Rosa namora Frederico e o trai
com Zé. Júlia é contra evacuar o prédio. Os outros estudantes também. Júlia é ex
de Zé, está grávida de 3 meses(pensa em talvez fazer um aborto) e foi expul-sa
de casa por isso. Com o decorrer dos acontecimentos, Júlia e Cebolinha
-13-
assumem a liderança do movimento estudantil. Pela morte de um estudante, uma
passeata é organizada e liderada pelo pessoal da universidade. Há muita violência.
Júlia fica desaparecida e Luís também. Depois da passeata estão todos desiludidos
no prédio. De repente aparece uma multidão e todos se assustam pensando que é a
polícia. Mas é apenas uma procissão religiosa pedindo para eles evacuarem o
prédio. O mesmo acontece,mas desta vez, é uma delegação de mães dos jovens que
estão na universidade. Chega a notícia de que Júlia havia sido torturada e perderá
o filho e que Luís morreu. Vilma (namorada de Luís) enlouquece. A polícia chega.
Todos saem do prédio. Menos Vilma que se recusa a sair.Ela é baleada.
„Caminho de Volta“
Consuelo de Castro
Personagens: Marisa, Cabecinha, Nildo, Nandinho QI, Gomes.
A ação se passa toda em uma agência de públicidade ( no setor de criação e no
escritório de Gomes).A peça se passa em 3 atos.
Marisa, ex-secretária de Nildo e atualmente redatora do setor de criação, vem
da Penha . O pai de Marisa trabalhou a vida inteira como operário em uma empresa
de tecelagem. Por isso está quase cego e não ganhou indenização. Marisa,após ter
ganhado o emprego como redatora, se mudara dá penha e estava dividindo
apartamento com outra funcionaria da empresa. Elá está muito feliz por sair da
Penha.Nildo a colocou ali pos viu nela um grande talento. Ela é boba e ingênua. Mais
seus textos são bons.
Cabecinha, diretor de arte e é quem faz toda a parte visual das propagandas,e é
ex de Marisa. Eles se conheceram a alguns anos, mais nunca mais se viram. Ele tem
uma visão bem crítica sobre o mundo capitalista. E no entanto, ele tem muitas
dívidas nos cartões de créditos. Ele quer sair deste trabalho, ou ir para outra
agência, ou então para Londres, para fazer histórias em quandrinhos.
Nildo é a dez anos chefe de criação. Nos 5 primeiros anos era super criativo e
super competente mais faz 5 anos que ele está em crise. Ele está se separando da
mulher e tem dívidas. Faz sexo grupal e diz não sentir prazer, medo ou qualquer
sentimento. Ele dá em cima de Marisa. Todo o trabalho criativo quem tem feito é
ela, mais é ele quem leva o crédito.
A empresa está falindo. A equipe de criação tem três dias para criar uma
campanha publicitária sobre cigarros. Essa camapanha salvará a empresa da
falência. Marisa ésta á alguns dias trabalhando como redatora. Ela é ingênua .
Cabecinha e Nildo brigam o tempo todo. Nildo convence Marisa a fazer sexo
-14-
grupal. Marisa se arrepende e fica com nojo de Nildo. Percebe que ama Cabecinha.
Os dois resolvem se casar. Sai o resultado da campanha e ela foi recusada pelo
cliente.
Nandinho, que é „religioso“ e „certinho“ e trabalha como „contato“ ( o cara que
paquera os clientes)para a agência vêm dar a notícia para o pessoal. Acaba
revelando um sêgredo do chefe Gomes. Em meio a toda a pressão da falência ele
se mantinha calmo. Mais no entanto ele matara um cavalo a facadas na hípica de
forma violenta e ele sentirá prazer com isso. Conta que há uma esperança para a
empresa: há um novo cliente e ele é justamente o dono da fábrica de tecelagem no
qual trabalhava o pai de Marisa. Cabecinha descobre, por Nandinho, que Marisa
fez sexo oral com os amigos de Nildo.
Cabecinha quer se demitir. Gomes oferece um aumento. Ele aceita. Gomes fecha
negócio com o cliente. O pessoal do setor de criação elabora o projeto. Cabecinha
não respeita mais Marisa. O cliente desiste na última hora. Gomes demiti Nildo.
Coloca Marisa como chefe, no lugar de Nlido. Nildo implora para não perder o
emprego. Marisa sai para „jantar“ com o cliente e recupera o contrato. Cabecinha
explode, desiste do casamento e vai embora. A empresa sai da falência, Gomes
deixa Nildo ficar, mais como simples redator e Marisa acabou meio que „voltando“
a Penha, pois dorme com o dono da empresa onde seu pai trabalhou.
Anotações: „Caminho de Volta“ foi escrita em 1974. Está peça foi proibida
durante quinze dias. Ela foi encenada e recebeu no mesmo ano três prêmios: O
Moliére da Air France como melhor autor de peça nacional, o Melhor Autor de
Peça Nacional pela APCA e o Governador do Estado (novamente como melhor
autor de peça nacional) conferido pela CET.
A autora já trabalhou em uma agência de publicidade.
A Autora afirma em uma entrevista: „Eu optei pelo realismo como forma. Do jeito
que estiver a realidade, vai estar o meu teatro.“ Aqui, São Paulo, 4.11.1976.
A ação se passa toda na agência de públicidade .A peça se passa em 3 atos.
A linguagem é naturalista/realista.
Resumo breve:
A peça se passa em uma agência de publicidade que está preste a falir. As
frustações dos empregados e o jogo sujo do cotidiano pelo dinheiro são
mostrados. Marisa, uma menina que vêm da Penha e caí de paraquedas nesse mundo
sofre uma tranformação. Ela está muito feliz po deixar a Penha. Mas de menina
ingênua passa a vendida que dorme com um cliente para conseguir um contrato.
Este cliente, era chefe do pai de Marisa. O pai dela, trabalhou a vida inteira como
operário em uma empresa de tecelagem. Ficou cego e não ganhou indenização.
Marisa acabou meio que „voltando“ a Penha, pois dorme com o dono
-15-
da empresa onde seu pai trabalhou.
Maria Adelaide Santos do Amaral
(1942)
Nascida em Portugal, emigra ainda adolescente para o Brasil. Após se formar em
jornalismo e se tornar editora, lança-se numa promissora carreira como
dramaturga, ao escrever Resistência, em 1975.
Suas peças começam a ter uma maior repercursão a partir de 1978.
Maria Adelaide Amaral escreveu as seguintes peças:
- „ Resistência“(1975).
Premiada no concurso do Serviço Nacional de Teatro, SNT, a peça fica no limbo
em função da Censura.
- „Bodas de Papel, os Filhos do Milagre Econômico „(1976).
-„Cemitério sem Cruzes“ (1978).
Escrito para integrar a Feira Brasileira de Opinião, 1978, é interditado.
-„Ossos d’Ofício“ (1981).
Texto encenado no mesmo ano, com direção de Silnei Siqueira.
-„Chiquinha Gonzaga, Ô Abre Alas“(1983).
Está peça continha 124 personagens. Ela estreiou no dia 8 de setembro de 1983
sobre a direção de Osmar Rodriguês Cruz. A encenação contou com 32 atores.
Esse texto valeu a autora o prêmio de melhor autor do ano ( Moliére) em 1983.
-„Salve-se quem Puder“ (1983).
É encenado por José Possi Neto.
-„De Braços Abertos“(1984).
É encenado por José Possi Neto no mesmo ano.
Está peça rendeu a autora três prêmios de melhor autor do ano: Moliére;
Mambembe e APETESP,
-„Querida Mamãe“(1994).
- “Para Tão Longo Amor“ (1994)
-„Intensa Magia“(1996)
- “Para Sempre“(1997)
-“ Inseparáveis “(1997)
-„Tarsila“(2002).
-16-
A Resistência
Maria Adelaide Santos do Amaral
Personagens: Leo(redator),Luiz Raul(redator), Bel(redatora),Marcos(editor),
Roberto(redator),Malu(redatora),Goreti(secretária).
A peça foi escrita em 1975. Ela se passa em dois turnos de um dia de trabalho
em uma editora de uma revista. Ela é contado em dois atos, sendo o 1° o tempo do
turno da manhã e o 2° o tempo do turno da tarde.
Um dia normal de trabalho. Temos Leo, que passou a noite trabalhando(sem
receber por isso) a pedido do editor Marcos. Temos Raul, que ficou doente e por
isso faltou alguns dias. Chega Bel, namorada de Leo e filha de uma família rica.
Chega Malú, que tem uma filha e é mãe solteira. Todos estão quase todo o tempo
brigando. Marcos aparece de vez em quando para reclamar e passar os „trabalhos“
para o pessoal. Todos falam mal da editora e que a revista produzida, está agora
de péssima qualidade. Marcos discute com quase todos. Chega Roberto, que é o
redator mais experiente. Marcos era colega dele, antes de se tornar editor. Bel e
Léo brigam muito. Ele não tem interesse nela. Todos atiram o tempo todo na cara
dela que ela é rica e não precisaria estar naquele péssimo emprego. Raul pedi
dinheiro emprestado o tempo todo. Malu reclama do dinheiro o tempo todo e hoje
é o aniversário dela.
Goreti aparece para falar com Raul. Ela também traz a notícia de que no andar de
cima está acontecendo uma reunião. Vai haver um corte de funcionários na
empresa. A partir daí, todos (os redatores) ficam com medo de perder o emprego.
Malu, mais ainda, pela filha que precisa sustentar. O primeiro a ser demitido é
Roberto e é Marcos quem dá a notícia das demissões. É o último dia de trabalho de
Roberto.Todos tratam Marcos muito mal.
O pessoal da redação fica sabendo que um outro setor da empresa está bolando
um abaixo assinado contra as demissões. O objetivo dele é passa-lo em todas as
sessões da empresa. Léo está bastante envolvido. Malu fica o tempo inteiro
dizendo que não vai dar certo. Marcos chama a Malu. Raul fica desconfiado e
começa a re-lembrar uma greve que foi „dedada“ por Malu alguns anos antes.
Roberto a defende e diz que ela havia entrado na empresa a pouco tempo e que
estava assustada. Todos ficam apreensivos, desconfiando que a Malu tenha dito
algo sobre o abaixo assinado.
Malú volta e começa a trabalhar.Quase ninguém consegue trabalhar pela pressão
de ser demitido.Bel e Léo brigam. Eles começam a fazer perguntas para Malu. Malu
discuti com eles. Fica sem falar com ninguém, apenas com Bel.
Léo aparece com o abaixo assinado para o pessoal assinar. Ele é muito grosso com
todos. Raul assina. Malu não assina. Bel assina, mas Léo a trata como idiota e ela
risca o seu nome. Roberto diz que se eles quiserem ele assina. Léo o trata mal
-17-
também. Roberto questiona Léo, fala de sua arrogância e de sua falta de
„habilidade“ ao passar o documento. Malu questiona se ele não tem medo de perder
o emprego. Ele diz que não pois ele não precisa de muito dinheiro para viver, pois
ele não quase não consome.
Goreti chega com um champanhe para brindar o aniversário de Malu. Eles fazem
um brinde. Chega Marcos, e diz que ninguém mais daquele setor irá ser demitido e
que não havera demissões até o final do ano. É fim do expediente. Léo entrega uma
carta de demissão para Marcos. Todos vão para casa.
Anotações: A peça foi escrita em em 1975. Ela estréia em agosto de 1979, no
Teatro Gláucio Gil, no Rio de Janeiro, e só em março do ano seguinte em São Paulo,
no Teatro Maria Della Costa.
A peça é contada em dois atos. Tudo se passa em um dia de trabalho, sendo o 1°
ato o turno da manhã e o 2° ato o turno da tarde. A linguagem da peça é
naturalista.
Resumo breve: Estamos na redação de uma editora de revista. Bel e Léo são
namorados e brigam o tempo inteiro. Bel vem de uma família rica e todos jogam
isso na cara dela o tempo todo. Léo é frio. Raul pedi dinheiro emprestado para
todos. Malu, é mãe solteira, reclama da falta de dinheiro. Roberto é o redator
mais experiente. Temos Marcos que é editor. Ninguém gosta dele e quase todos o
tratam mal. Todos estão quase todo o tempo brigando. Chega a notícia, através da
secretária Goreti, de que está acontecendo um corte de funcionários na empresa.
Todos ficam com medo. Roberto é demitido. Um abaixo assinado começa a ser
organizado por funcionarios de outro setor. Malu tem medo de perder o emprego e
diz que o abaixo assinado não vai dar certo. Marcos chama Malu. Raul começa a relembrar
uma greve que ocorrera na empresa á alguns anos e que Malu havia
„dedado“.Roberto a defende, fala da filha e que Malu era nova na empresa. Malu
volta. Começam a fazer perguntas para ela. Eles discutem. Léo passa o abaixo
assinado. Léo trata todos mal e diz que não precisa deste emprego pois ele quase
não consome para viver. Chega Marcos dizendo que os cortes já foram feitos e que
só havera demissões novamente no final do ano. Léo se demiti.
Tarsila
Maria Adelaide Santos do Amaral
Personagens: Tarsila, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Anita Malfatti, voz
de homem em off, voz de mulher em off.
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A peça foi escrita em 2002 á pedido da atriz Ester Góis e do diretor de teatro
Sérgio Ferrara.
A peça conta a vida de Tarsila do Amaral. A sua família na fazenda de café. A ida
para França. O retorno ao Brasil em no ano de 1922 e o acontecimento de
conhecer Oswald. A semana de Arte moderna de 1917 já havia passado. Anita
havia sofrido críticas muito graves pelas suas pinturas, inclusive uma do Monteiro
Lobato. A pintura de Anita, nesta época era expressionista enquanto a de Tarsila
não. Mais mesmo assim, tarsila foi aceita pelo pessoal da semana de Arte. Ela
estava em processo de desquite. Oswald se apaixona por ela. Os dois vão para a
França. Oswald a lançou e a incentivou a pintar de uma forma diferente. . Eles
viveram na frança e entraram em contato com muitas coisas que estavam
acontecendo por lá( o cubismo). Anita também vai para a França para estudar.
Mais ela mantém uma relação afastada com o casal. Anita e Tarsila tem um
desentendimento e se afastam. Agora é Tarsila que pinta de uma forma mais
moderna , e Anita está assumindo um lado mais clássico.
Mostra a decepção com o „caso“ Pagu e Oswald“. Mostra a consequêncio que a
crise de 29 trouxe na sua vida. O perder tudo e passar a viver de seus quadros. A
decadência finânceira de Oswald, que esbanja dinheiro e tem uma lingua venenosa
quando quer. Tarsila o deixa quando descobre a traição com Pagu, menina jovem
que estava sempre em sua casa.
Temos o lançamento do movimento antropofógico no Brasil. Mais Oswald e Mário
brigam. Mário morre aos 51 anos e 4 meses de vida sem ter feito as pazes com
Oswald e sem ter saido do Brasil.
Durante toda a sua vida ela tem uma fiel amizade: Mário de Andrade. Anita e
Tarsila, com o passar dos anos voltam a se falar. Oswald morre decadente e sua
obra só vai ter repercussão novamente pela montagem do teatro oficina do texto
„O Rei da Vela“ em 1967 .
O Filme Macunaíma também resgata Mário de Andrade , e houve uma exposição
de 50 anos da Obra de Tarsila, no museu de Arte de São Paulo, tudo isto na
década de 60.
Resumo Breve:
A peça faz uma trajetória da vida de Tarsila do Amaral. A peça intitulada „Tarsila“
foi escrita em 2002 a pedido da atriz Ester Gís e do diretor de teatro Sérgio
Ferrara. Temos um panorama da sua vida completa (desde a infância até a velhice)
e a sua relação pessoal com os artistas: Oswald de Andrade, Mário de Andrad e
Anita Malfatti.
No texto temos dialogos entre eles, mais tem momentos em que temos trechos de
cartas, ou poesias. Em muitos momentos aparece a voz de tarsila ou de Oswald,em
off, fazendo comentários sobre a situação ou fato.
-19-
REFERÊNCIAS E FONTES:
°“Um Teatro da Mulher“, Elza Cunha de Vincenzo, Editora Perspectiva;
°“Lua Nua“, Leilah Assunção, Editora Scipione;
°“A Kuka De Kamaiorá“, Leilah Assunção, Coleção Prêmios-Serviço
Nacional de Teatro,1975;
°“ A Resistência“, Maria Adelaide Santos do Amaral, Coleção Prêmios-
Serviço Nacional de Teatro,1976;
°“Caminho de Volta: Peça em três atos“, Consuelo de Castro, Imprenta
Porto Alegre, Tapa;
°“À Prova de Fogo“, Consuelo de Castro, Imprenta São Paulo,
Hucitec,1977;
°“Colônia Cecília“, Renata Pallottini, Imprenta Porto Alegre
,Tchê!,1987;
°“Tarsila“,Maria Adelaide Amaral, Imprenta São Paulo, Globo, 2004.
°http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/in
dex.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=725
31.05.2010
°http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/in
dex.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=375
31.05.2010
°http://www.itaucultural.org.br/aplicExternas/enciclopedia_teatro/in
dex.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=5390
31.05.2010
°http://www.itaucultural.org.br/aplicexternas/enciclopedia_teatro/in
dex.cfm?fuseaction=personalidades_biografia&cd_verbete=91
31.05.2010 20-

Trabalho.  Sônia Guasque

Post. André de Jesus

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