Arquivo para a Grupo Galpão – MG categoria

Um idéia muito entereçante com apoio da PETROBRAS está em Porto Alegre

Postado em Grupo Galpão - MG, Oficina Gratuita de Teatro, Politica pública para a Cultura, Teatro de Rua, Vários em 9 de julho de 2011 por sagradocacete

Festival de Teatro Brasileiro traz peças de Minas Gerais para a Capital

A programação do Festival de Teatro Brasileiro (FTB) – Cena Mineira segue até o próximo dia 17, em Porto Alegre. A mostra é apresentada pela primeira vez na Capital e traz espetáculos de renomados grupos de Minas Gerais e também a produção de pequenos palcos e artistas de rua.

A edição 2011 foi aberta com a peça ”Tio Vânia”, de Tchekhov, interpretada pelo Grupo Galpão. O FTB terá apresentações ainda em Novo Hamburgo e Caxias do Sul. Os espetáculos de teatro de rua tem entrada franca e os que acontecem no Theatro São Pedro já tem ingressos à venda. Os demais podem ser adquiridos nas respectivas salas duas horas antes de cada apresentação.

Nos espetáculos do FTB – Cena Mineira destaca-se a influência da cultura de grupo, semeada pelo Galpão Cine Horto (núcleo de estudos e formação do Grupo Galpão). Há ainda trabalhos em estéticas experimentais e híbridas, associando-se a linguagens como cinema, performance, vídeo, dança, e outros com potente discurso político e estético, como é o caso de “BarbAzul”.

A cada etapa do Festival, dois ou mais Estados têm a chance de conhecer o produto cultural de outra região brasileira. Ao longo das 10 edições anteriores, já foram apresentadas as Cenas Baiana, Cearense, Pernambucana e Mineira, nos Estados de Rio de Janeiro, Minas Gerais, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Ceará, Maranhão e Pernambuco e no Distrito Federal. A Petrobras é patrocinadora do FTB desde 2008.

Confira a programação:

“Nesta data Querida”
Concepção: Cia. Luna Lunera, Guilherme Lessa e Rita Clemente
Direção: Rita Clemente
Em cena: Ana Flávia Rennó, Cláudia Corrêa e Cláudio Dias
Apresentação: 08, 09 e 10 de julho
Local: Teatro de Câmara

“Espreme Que Sai Sangue”
Direção: Eduardo Moreira
Elenco: Gabriel da Luz, Glauco Mattos, Leila Verçosa, Marcelo Oliveira, Mariana Jacques, Polyana Horta e Ronaldo Al­ves
Apresentações: 09 e 10 de julho, na Usina do Gasômetro

“Barbazul”
Concepção e Direção: Ângela Mourão.
Atuação: Ângela Mourão e Beto Militani.
Produção Geral: Marcelo Bones
Apresentações: 13 e 14 de julho
Local: Teatro Bruno Kiefer

“Tecendo prosa”

Apresentações: de 13 a 14 de julho
Locais: Teatro do Sesc

“Pendura e Cai”
Atriz: Cida Mendes
Direção: Iolene de Stéfano
Apresentação: 17 de julho

“Pedro e o Lobo”
Direção geral e marionetes: Álvaro Apocalypse
Atores marionetistas: Beatriz Apocalypse, Raimundo Neto, Ulisses Tavares
Apresentações: 16 e17 de julho
Local: Teatro de Câmara
Fonte: Correio do Povo

No ultimo Final de semana o Brasilidade discutiu o Teatro de Rua com arte Pública na Fundição Progresso

Postado em Alô Turma, Grupo Galpão - MG, Ta Na Rua, Teatro de Rua em 29 de novembro de 2010 por sagradocacete

Brasilidade

Mesa – redonda debate o teatro de rua e o uso de espaços públicos pela arte.

Representantes de grupos de teatro de rua reuniram-se, na tarde do último sábado (27), na Fundição Progresso, para conversar sobre a realidade e os desafios do teatro de rua no Brasil. O encontro integrava a programação de Brasilidade, série de atividades e eventos culturais que o Ministério da Cultura está promovendo desde o último dia 18 de novembro, e que terminará no dia 02 de dezembro, com a realização da Ordem do Mérito Cultural (OMC), que, nesta edição, homenageará Darcy Ribeiro.

Presentes à mesa, Chico Pelúcio, do Grupo Galpão, que atuou como  mediador do debate, Lindolfo Amaral, do Grupo Imbuaça, Amir Hadad, do grupo Tá na Rua, e Fabiano Barros, coordenador de cultura do Sesc Rondônia. Os debatedores destacaram a necessidade de se aprofundar a discussão sobre o que é arte pública e o que ela significa na democratização dos bens culturais.

O teatro de rua é uma arte pública e uma forma ancestral de teatro. É uma arte que nasce nas festas religiosas e nos encontros coletivos.  Não é um produto individual, mas um produto das relações coletivas que se estabelecem na comunidade. “Eu só sabia que o teatro que eu estava fazendo entre as quatro paredes estava me deixando insatisfeito. Eu sentia que havia alguma coisa além, no mundo do teatro, que eu não conhecia e que eu não conseguiria conhecer se eu continuasse trabalhando no espaço fechado. Eu estava insatisfeito e fui fazer teatro em espaços abertos”, revelou Amir Hadad.

 

Trabalho sobre o Grupo Mineiro Galpão Cine-Horto

Postado em Grupo Galpão - MG, Historia do Teatro Brasileiro, Teatro de Rua em 3 de junho de 2010 por sagradocacete

Historia do Teatro Brasileiro

Historia do Grupo de Teatro Mineiro Galpão

Em 1982 em Belo Horizonte, Minas Gerais Teuda Bara, Eduardo Moreira, Wanda Fernandes e Antônio Edson se encontram em oficinas ministrada por kurt Bildstein e George Froscher do teatro livre de Munique. E lá trabalham técnicas corporais, de circo, voz e interpretação inspirados em Grotowisk e Brecht. Onde montaram a alma boa de Setsuan.

Logo após o termino da oficina com os alemães decidem então formar o grupo Galpão. Estréiam em novembro de 1982 com o trabalho voltado para o teatro de rua “A noiva não quer casar” direção coletiva e já neste primeiro trabalho o grupo vê a possibilidade de viver economicamente de teatro.

Em abril 1983 estréia “De olhos fechados” texto de João Vianney trabalho de palco direcionado as crianças. Trabalho que recebe muitos prêmios.

No mesmo ano o grupo estréia com outro trabalho de teatro de rua ”Ó pra você vê, na ponta do pé” com direção de Fernando Linares. É com esse trabalho que o grupo começa a ficar mais conhecido e assim a excursionar pelo país.

Em 1985, na busca de uma dramaturgia mais forte e maior trabalho do ator o grupo decide montar “Arlequim, servidor de dois amos” de Goldoni. Com direção coletiva. A adaptação teve o nome de “Arlequim, servidor de tantos amores”, foi um fracasso de público e critica.

Em 1986 o grupo monta “A comédia da esposa muda” (que falava mais do que pobre na chuva) baseados em canovaccio (rabisco de improvisos da comedia dell’arte) com direção de Paulinho Polika.

Em 1987 e 1988 o grupo excursiona para fora do país. Entrando em contato com vários grupos estrangeiros. Fazem uma oficina ministrada por Eugenio Barba. Também em 1987 estréia o que o grupo chama de “seria brasileira” pesquisa do grupo voltado à realidade nacional, onde desenvolve o seu “teatro- relâmpago” onde o espetáculo aparece, acontece e vai parecer em outro lugar. Dentro desta seria temos como primeiro trabalho “por amor” história que satiriza o machismo e a violência contra as mulheres. Dirigida por Antonio Edson e Corra enquanto é tempo que é o trabalho mais significativo da seria brasileira com direção de Eid Ribeiro. História satiriza a explosão dos crentes e das igrejas no país.

O grupo também trabalha em “Triunfo, um Delírio Barroco” com direção de Carmem Paternostro, com esse trabalho o grupo faz uma importante pesquisa de teatro-dança.

Em 1989 o grupo volta da Itália, onde havia se encontrando com Grotowisk e Peter brook, e com o dinheiro das apresentações o grupo compra um galpão onde já haviam ensaiando.

Em 1990, estréia álbum de família de Nelson Rodrigues, uma tragédia encenada no palco e dirigida por Eid Ribeiro. O galpão começa a apresentar em grandes teatros do país.

Em 1991 com direção de Gabriel vilela, o grupo faria aquela que seria sua obra mais conhecida, Romeu e Julieta de Willian Shakespeare, teatro de rua onde a peça acontece toda entorno de uma Veraneio e alguns dos personagens usam pernas de pau e a música folclórica brasileira e muito explorada.

Em 1992 Romeu e Julieta ganha os mais importantes prêmios teatrais.

Em 1993 Romeu e Julieta faz a projeção do galpão ser nacional.

Em 1994 Galpão, Perde um de seus fundadores Wanda Fernandes em um acidente de carro. Mesmo com essa perda o galpão mãos uma vez em parceria com Gabriel Villela, estréia “Rua da amargura” no Rio de Janeiro. Baseada no texto de “O Mártir de Calvário” de Eduardo Garrido.

Em 1995 O grupo ganha os principais prêmios nacionais – Moliérie, mambembe, Shell, Sharp, incluindo melhor espetáculo, para Rua da Amargura., viajando por quase todo o país.

Em 1996 temporada fora do país.

Em 1997 Estréia no Festival de Curitiba “Moliérie Imaginário”, versão de o “Doente Imaginário”. Última peça escrita por Moliérie. Mesclando teatro, circo e música.

Em 1998 O Galpão amplia seu espaço físico alugando o prédio de um antigo cinema, O cinema Horto na mesma rua em que tem sua sede. O Galpão Cine Horto, espaço de pesquisa e intercambio. Aberto a população. Com “Romeu e Julieta” e “Rua da Amargura” viaja para Espanha.

Em 1999 Com direção de Cacá Carvalho monta “O Partido” adaptação livre da obra “O Visconde partido ao meio” de Ítalo Calvino.

Em 2000 O grupo apresenta  durante duas semanas Romeu e Julieta no Globe theater de Londres, Ao final do ano estréia “Um Trem chamado desejo com direção de Chico Pelúcio, músicas de Tim Rescala e dramaturgia de Luis Alberto de Abreu.

A peça “Partido” ganha outros prêmios importantes.

Em 2001 “Um trem chamado desejo, viaja pelo país ganhando muitos prêmios e o grupo começa sua parceira com o ator e diretor Paulo José com a adaptação de “A rua da amargura” no especial da TV chamado “A Paixão Segundo Ouro Preto”.

Em 2002 com Paulo José o grupo inicia uma nova pesquisa para seu novo trabalho em dois meses criam-se cenas que passam por vários gêneros teatrais. O trabalho final foi apresentado apenas uma vez somente para amigos do grupo.

Em 2003 é lançado o diário das montagens dos quatros últimos espetáculos e também estréia “O Inspetor geral de Nicolai Gogol, dirigido por Paulo José.

Em 2004 O Inspetor geral viaja pelo país ganhando vários prêmios.

Em 2005 O grupo viaja para partes do país onde se tem pouco acesso ao teatro.

Vale do Jequitinhonha, região Centro Oeste e Nordeste e estréia o segundo espetáculo sob direção de Paulo José. “Um homem é um homem” de Bertolt Brecht.

Em 2006 Ao mesmo tempo em que o grupo viaja com o “homem é um homem” lança uma campanha. “conte sua história” onde o público envia histórias Reais para que elas sejam usadas como material em seu próximo espetáculo.

Também Lança o DVD em comemoração há 23 anos. Com direção de Kika Lopes e André Amparo e produção de Paulo José.

Em 2007 Estréia de “pequenos Milagres” com direção de Paulo de Moraes e dramaturgia de Mauricio Arruda. Baseado em história Reais, foram mais 600 cartas enviadas , turnê pelas principais capitais. Lançamento do livro comemorativo de 25 anos do grupo.

Em 2008 O grupo viaja com pequenos milagres.

Em 2009 Começa a produção de um novo espetáculo.

“Grupo Galpão inicia a criação de um novo espetáculo de rua.

(E o publico poderá participar)”

Quatro workshops, sob direção de atores do Grupo Galpão, serão apresentados no Galpão Cine-Horto para o público interessado em acompanhar de perto a criação de cenas e colaborar com o processo. Os exercícios fazem parte da primeira fase da montagem do novo espetáculo de rua do Grupo e serão fundamentais para a definição da peça e também do diretor.

Dia 18, quarta-feira acontece a apresentação do workshop de Inês Peixoto, com a adaptação de Sonho de Uma Noite de Verão, de William Shakespeare.

No mesmo dia, Júlio Maciel apresenta cena inspirada no texto de Luiz Alberto de Abreu, Till Eulenspiegel.

Já no dia 19, quinta-feira, será a vez do workshop inspirado na comédia grega Lisístrata, direção de Eduardo Moreira.

A última apresentação do Grupo, dirigida por Chico Pelúcio, será baseada em texto criado pelos próprios atores sobre uma trupe musical de circo-teatro.Depois da participação do público na construção da dramaturgia de seu último espetáculo, “Pequenos Milagres”, o Galpão vai mais longe, abrindo seu processo de ensaio para o público acompanhar. As pessoas poderão contribuir por meio de preenchimento de um formulário, que será entregue no final dos workshops e que poderá ser enviado para o e-mail exerciciosdecena@grupogalpao.com.br. Posteriormente esse formulário será lido pelos atores do Galpão. Este será o quarto espetáculo com direção interna. O primeiro, “Foi por amor”, com direção assinada por Antonio Edson, em 1987. Dez anos depois, já em 1997, Eduardo Moreira dirigiu “Um Molière Imaginário”. A última peça com direção interna foi “Um Trem Chamado Desejo”, no ano de 2002, um trabalho de Chico Pelúcio. A nova montagem do Grupo Galpão tem estréia prevista para a primeira quinzena de junho e será apresentada em uma praça pública.

Em 2010 Estréia:

“Till, a saga de um herói torto”

O Galpão retoma suas origens de teatro de rua e estréia dia 3 de julho, na Praça do Papa, o espetáculo “Till, a saga de um herói torto”. A peça foi escolhida a partir da montagem de quatro cenas realizadas em março deste ano e dirigidas por integrantes do Grupo. O campeão de preferência nas opiniões enviadas pelas pessoas que assistiram à apresentação das cenas foi à montagem realizada a partir do texto “Till Eulenspiegel”, de Luís Alberto de Abreu. Seu universo marcado pela cultura popular da Idade Média já era também um dos prediletos entre os atores do Galpão por seu caráter eminentemente popular e sua linguagem de teatro narrativo, de grande comunicação com o público .
Coerente com uma trajetória de permanente troca com o público, o Galpão convidou os interessados para acompanhar a construção do novo espetáculo de dentro do processo de montagem, realizando diversos ensaios abertos na sede do Grupo e no Galpão Cine Horto.

Direção Júlio Maciel.

Cenário e figurinos Márcio Medina.

Direção musical Ernani Maletta.

O espetáculo representa a volta do Grupo Galpão ao teatro de rua e suas formas de representação popular. Para o Grupo, a rua é um espaço importante para a democratização da arte e do teatro. “Ela nos traz desafios de como apresentar o espetáculo para um público amplo e sem restrições de idade, classe social ou formação intelectual. Isso tem reflexos em todos os elementos de criação, como a dramaturgia, a cenografia, os figurinos e a música”, afirma Eduardo Moreira, integrante do Galpão.

Este será o quarto espetáculo com direção de integrantes do Grupo.

O primeiro foi “Foi por Amor”, com direção de Antonio Edson, em 1987.

O Segundo foi “Um Molière Imaginário”, com direção de Eduardo Moreira, em 1997.

O terceiro Foi “Um Trem chamado desejo” com direção do Chico Pelúcio, em 2000.

Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição. Deus, aceitando o desafio, resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e a fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga cheia de presepadas e velhacarias.

Criado pela cultura popular alemã da Idade Média, Till é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem que tem parentesco com outros tipos de várias culturas, por exemplo, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou ao ibérico Pedro Malasartes.
Além de Till e uma infinidade de rústicos personagens medievais, a peça conta também a história de três cegos andarilhos que buscam a redenção, sonhando alcançar as torres de Jerusalém e salvar o Santo Sepulcro das mãos dos infiéis.
Num mundo em que é cada vez mais marcante a presença dos excluídos e dos desprovidos de qualquer suporte material, a parábola das aventuras do anti-herói Till Eulenspiegel torna-se de uma atualidade inquietante.
A comédia popular está presente de forma muito marcante em vários espetáculos do Galpão, especialmente em “A Comédia da Esposa Muda”, “Um Molière Imaginário” e “Um Trem Chamado Desejo”.

Resumo:

  • E a Noiva Não Quer Casar (1982)
  • Ó Procê Vê na Ponta do Pé (1982)
  • De Olhos Fechados (1983)
  • Arlequim, Servidor de Tantos Amores (1985), adaptação de um clássico da commedia dell’arte
  • A Comédia da Esposa Muda (1986)
  • Foi por Amor (1987)
  • Triunfo de um Delírio Barroco (1987)
  • Corra Enquanto é Tempo (1988)
  • Album de Família (1990)
  • Romeu e Julieta (1992), adaptação da peça de William Shakespeare
  • A Rua da Amargura (1994)
  • Um Molière Imaginário (1997), uma adaptação de “O Doente Imaginário” de Molière
  • Partido (1999), adaptação de “O Visconde Partido ao Meio” de Ítalo Calvino
  • Um Trem Chamado Desejo (2000)
  • O Inspetor Geral, de Nikolai V. Gógol (2003)
  • Um Homem É um Homem , de Bertolt Brecht (2005)
  • Pequenos Milagres (2007)

Galpão Cine Horto

Centro cultural criado pelo Grupo Galpão na cidade de Belo Horizonte. Desde sua fundação, em 1998, é um espaço aberto à comunidade, comprometido com a pesquisa, a formação, o fomento e o estímulo à criação em teatro. Instalado em um antigo cinema da década de 50, esse centro cultural abriga uma sala de espetáculos multimeios, uma sala de cinema e vídeo, além de salas de aula e café. A partir de 2006, passou também a contar com o C.P.M.T Centro de Pesquisa e Memória do Teatro, que reúne um importante acervo bibliográfico e videográfico disponível gratuitamente a seus associados.

O Galpão Cine Horto trabalha com os mesmos princípios que norteiam o trabalho do Grupo Galpão, recebendo uma intensa programação de espetáculos, oficinas e cursos que privilegiam a reflexão sobre o fazer artístico e buscam o aperfeiçoamento de artistas e agentes culturais.

Em todos os projetos que realiza está sempre em evidência o desejo de unir e reunir pessoas em torno do teatro para uma experiência coletiva. A partir do planejamento constante de programas de ação educativa e da oferta diversificada de atividades artísticas de qualidade, o Galpão Cine Horto tem consolidado sua relação com a cidade, os artistas e o público.

Ao longo de mais de uma década de atuação, aproximadamente 150 mil espectadores em todo estado de Minas Gerais tiveram a oportunidade de conferir 125 edições dos diversos projetos realizados pelo Galpão Cine Horto: Oficinão, Festival de Cenas Curtas, Galpão Convida, Sabadão, Cine Horto Pé na Rua, Cine Horto Na estrada, Oficina de Dramaturgia, Oficina de Direção, Cena 3×4, Conexão Galpão, Semana da Criança no Teatro, Revista Subtexto, Redemoinho, Teatro e Cidadania, além dos Cursos Livres de Teatro, que possuem turmas regulares durante todo ano. Mais de três mil artistas, técnicos e produtores, do Brasil e do exterior, participaram da realização desses projetos, o que faz do Galpão Cine Horto um dos principais centros de efervescência cultural de Minas Gerais.

O Galpão Cine Horto também representa um importante espaço cultural da cidade de Belo Horizonte. O teatro Wanda Fernandes e a sala de cinema já receberam mais de 500 apresentações e o Centro de Pesquisa e Memória do Teatro (CPMT), inaugurado em 2006, é hoje uma referência em pesquisa artística, com mais de 4.000 títulos em livros, CDs e DVDs, acessíveis de forma inteiramente gratuita.

O Centro Cultural Galpão Cine Horto tem como missão:
- Desenvolver, de forma continuada, ações de fomento, formação, pesquisa, criação, compartilhamento de conhecimento e difusão teatral.
- Promover o acesso ao universo do teatro contribuindo para a sensibilização artística e o desenvolvimento da consciência crítica do cidadão.
- Estabelecer parcerias

Projetos do galpão Cine Horto

O Galpão Cine Horto desenvolve anualmente uma série de projetos voltados para o fomento, a pesquisa e o compartilhamento em teatro. Tendo como eixo principal o aperfeiçoamento artístico e a capacitação, são também oportunidades de troca de experiências e instrumentalização para artistas e técnicos de diversas cidades do Brasil e exterior.

Através do programa Cine Horto Na Estrada os resultados artísticos de alguns projetos circulam por inúmeras cidades do país, descentralizando e democratizando o acesso.

Trabalhando com a formação de público e a socialização de crianças da rede pública de ensino, o projeto sócio-cultural Conexão Galpão e a Semana da Criança no Teatro são ações formativas que contribuem para a integração entre teatro e pedagogia.Ousadia, inovação e compromisso com a comunidade são conceitos freqüentemente associados aos projetos do Galpão Cine Horto e que conferem à toda a programação do centro cultural um caráter diferenciado e dinâmico.

Projetos

O Oficinão Residência, inaugurado juntamente com o Galpão Cine Horto em 1998, é um projeto de reciclagem e aprimoramento para atores com experiência. Durante dez meses, o Grupo Galpão e profissionais convidados compartilham suas experiências com atores, unindo pesquisa e treinamento à criação artística. Partindo da pesquisa em um tema ou linguagem específica, o projeto resulta na montagem de um espetáculo que fica em cartaz no Galpão Cine Horto, durante, pelo menos, dois meses. As seis primeiras edições do projeto foram dirigidas por atores do Grupo Galpão. Posteriormente, diretores parceiros de trabalho do grupo foram convidados a conduzir o processo. Em 2008, após dez espetáculos criados, o Oficinão inaugurou seu formato Residência selecionando, através de um edital, propostas de pesquisa e montagem de diretores interessados em conduzir o trabalho. O Oficinão também investe na profissionalização dos atores, orientando-os a gerirem seus projetos artísticos e envolverem-se com a criação e a execução de cenário, figurinos, maquiagem e iluminação. O projeto é gratuito e seleciona atores todos os anos, mediante edital disponibilizado nesse site.

O Festival de Cenas Curtas, que teve sua primeira edição realizada no ano 2000, tem como objetivos estimular a criatividade, reunir artistas, revelar novos talentos e proporcionar ao público acesso a uma diversidade maior de linguagens teatrais. A seleção das cenas é feita por integrantes do Grupo Galpão e especialistas convidados, que adotam como critério principal o trabalho de pesquisa e investigação teatral presente nas propostas.

Para cada cena selecionada, que deve ter duração máxima de 15 minutos, é concedido um auxílio-montagem. O Festival tem duração de quatro dias, durante os quais o público presente elege as melhores cenas de cada noite. Estas, somadas a uma quinta cena eleita por uma comissão de artistas, cumprem curta temporada de apresentações no Galpão Cine Horto. Atualmente, o Festival de Cenas Curtas é considerado um pólo eficiente de estímulo criativo para artistas de Belo Horizonte e de outros Estados.

Cena Espetáculo Idealizado em 2008, como mais um desdobramento do “Festival de Cenas Curtas”, o Cena Espetáculo surge com o principal objetivo de garantir condições para o desenvolvimento e seqüência de uma cena apresentada no festival, a partir de uma parceria com o Galpão Cine Horto. A cada ano, portanto, a equipe de organização do Festival elege uma cena apresentada para receber apoio e infra-estrutura para sua transformação em um novo espetáculo.

O primeiro espetáculo resultante desse projeto foi Av. Pindorama 171, da Cia Teatro 171, que estreou em março de 2009.

O Cine Horto Pé Na Rua foi criado no ano de 2005 para colocar em prática o desejo do Grupo Galpão de realizar um projeto de pesquisa e criação voltado para o teatro de rua.Tendo como base a idéia de que atuar na rua é uma vivência das mais ricas para o ator, esse projeto busca aproximar o teatro de suas funções primordiais na sociedade, além de ampliar as perspectivas de atores interessados em novas imersões artísticas.Participam desse projeto, preferencialmente, atores que já passaram pelo Oficinão.

Galpão Convida desde 2001, o Galpão Cine Horto realiza o projeto voltado para o aprofundamento das discussões sobre o fazer teatral e a troca de experiências entre grupos. Periodicamente, importantes grupos e artistas do teatro contemporâneo brasileiro, e também do exterior, apresentam espetáculos e realizam oficinas, debates e workshops que visam promover o intercâmbio e o compartilhamento artísticos, oferecendo novos conhecimentos a profissionais e estudantes de teatro de Belo Horizonte. Além disso, os espectadores da cidade têm a oportunidade de assistirem espetáculos comprometidos com a investigação artística e conhecerem melhor os processos que antecederam sua criação.

O Sabadão, realizado desde o ano 2000, é o projeto de encontros do Galpão Cine Horto, que convida artistas de destaque na cena teatral brasileira para refletirem sobre o seu fazer e compartilharem sua experiência. As palestras, debates, exibições de vídeos e aulas-espetáculo, todos gratuitos, tem periodicidade mensal e são voltados para estudantes e profissionais de teatro.

O Conexão Galpão, realizado desde o ano de 2002, é um projeto sócio-cultural, de caráter educativo, que une lazer e informação. Voltado para a formação de público, este projeto visa atender estudantes do ensino básico, realizando apresentações gratuitas para alunos de instituições públicas de ensino. Atualmente, o projeto conta com dois programas distintos:

Conexão Cinema Programa educativo que conta, através de intervenção teatral e exibição de imagens, a história do Cinema, do Galpão Cine Horto e de Belo Horizonte, destinado a crianças de 5 a 10 anos.

Conexão Teatro Programa educativo que conta, através de um espetáculo teatral, a história do Teatro e suas transformações: desde sua origem até os dias de hoje. Destinado a crianças e pré-adolescentes de 9 a 12 anos.

A Semana da Criança no Teatro é um projeto pedagógico de inclusão cultural, realizado anualmente no mês da criança, que oferece uma programação com espetáculos infanto-juvenis, oficinas gratuitas e debates.

Na Estrada A criação desse projeto, no ano de 2006, marca a ampliação da atuação do Galpão Cine Horto através da difusão de suas atividades para além da cidade de Belo Horizonte. Através do Na Estrada, o Galpão Cine Horto passou a circular com sua produção artística e oferecer atividades de formação e compartilhamento em cidades de Minas Gerais e outros estados.

Com a realização deste projeto, o Galpão Cine Horto coloca em prática o desejo de contribuir para o aprimoramento do fazer teatral no país, bem como ampliar o senso crítico do público a partir dos temas abordados em seus espetáculos.

O REDE MOINHO Movimento Brasileiro de Espaços de Criação, Compartilhamento e Pesquisa Teatral, teve sua origem num encontro realizado pelo Galpão Cine Horto em dezembro de 2004. Ao final desse encontro, os grupos participantes definiram criar uma rede nacional, voltada para troca de experiências no âmbito artístico-cultural, em busca do fortalecimento mútuo e da criação de projetos de interesses comuns.O segundo encontro do REDEMOINHO aconteceu no ano de 2005, novamente no Galpão Cine Horto. Nessa ocasião, dentre outras discussões, deliberou-se pela itinerância da secretaria da rede e da sede do encontro, anualmente realizado.No ano de 2006 o Barracão Teatro, de Campinas, sediou a secretaria e o encontro da rede. Nesse encontro, o REDEMOINHO se afirmou como movimento político.O quarto encontro nacional do movimento REDEMOINHO aconteceu em dezembro de 2007, na Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, em Porto Alegre. Em 2008, o quinto encontro do movimento realizou-se no Teatro Vila Velha em Salvador-BA.

O Cena 3×4, realizado nos anos de 2003 a 2005, numa parceria entre o Galpão Cine Horto e a Maldita Cia., visava aprofundar os estudos sobre o processo colaborativo de criação teatral. Esse projeto tinha como principal objetivo a socialização das relações da tríade básica do teatro: direção, dramaturgia e atuação. Pra tanto, o formato estabelecido era a realização de uma criação entre três novos diretores que dirigiam três grupos de Belo Horizonte, na montagem de três peças escritas por três novos dramaturgos. Os diretores participantes do Cena 3×4 foram coordenados por Antônio Araújo (2003/2004) e Francisco Medeiros (2005), os dramaturgos por Luís Alberto de Abreu (2003/2004/2005) e Tiche Vianna (2005) ficou responsável pela orientação de atuação.Nesses três anos, um ciclo contínuo de reflexão e pesquisa gerou oficinas, debates, encontros com profissionais convidados de outros estados e onze espetáculos que se apresentaram em teatros convencionais, espaços públicos e alternativos.

Centro Pesquisa e Memória do Teatro

O Centro de Pesquisa e Memória do Teatro do Galpão Cine Horto é a primeira unidade de informação especializada em teatro no Estado de Minas Gerais. Inaugurado em dezembro de 2005, armazena, organiza e disponibiliza de forma inteiramente gratuita um acervo bibliográfico, audiovisual e iconográfico especializado em teatro, composto por mais de 4.000 títulos.

O Centro dispõe de um banco de dados para consulta ao catálogo do acervo, uma sala de estudos, equipamentos multimídia, computadores conectados à internet e uma pequena livraria de teatro. Além disso, desenvolve diversos projetos e ações no âmbito da informação e da memória: o selo Edições CPMT, responsável pela Revista Subtexto de Teatro e os Cadernos de Dramaturgia do Galpão Cine Horto; o Seminário “Subtexto em diálogo” que, anualmente, reúne pesquisadores para o debate sobre temas relacionados às artes cênicas, servindo como base para a edição seguinte da Revista Subtexto; e o Portal Primeiro Sinal, novíssimo Portal de Teatro do Galpão Cine Horto.O CPMT realiza visitas-guiadas para grupos de até 25 pessoas. O programa das visitas inclui apresentação do espaço, ações e projetos do Galpão Cine Horto e exibição do documentário que conta a trajetória do Grupo Galpão.

Preservação da Memória do Galpão Cine Horto e do Grupo Galpão.

O CPMT é responsável pelo registro e guarda da memória do Galpão Cine Horto e do Grupo Galpão. Documentos bibliográficos, audiovisuais e outras peças de acervo contam a história do grupo e do centro cultural, e são disponibilizados para consulta pública. Exposições de caráter memorial são produzidas periodicamente. Atualmente, encontram-se montadas no Galpão Cine Horto as exposições: “Cartazes das Peças do Grupo Galpão”; “Oficinão 10 Anos” e “Festival de Cenas Curtas – 10 Anos”.

Parceiros

SIMINAS – Cemig –  Instituto Unimed-BH

Espaços

Teatro Wanda Fernandes – Capacidade: 200 pessoas.

Sala de cinema – Capacidade de 80 Pessoas.

2 Sala de ensaio.

Equipe

Grupo Galpão: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Fernanda Vianna, Inês Peixoto, Júlio Maciel, Lydia del Picchia, Paulo André, Rodolfo Vaz, Simone Ordones e Teuda Bara

Direção geral: Chico Pelúcio

Conselho gestor: Beto Franco, Júlio Maciel e Lydia del Picchia

Coordenação geral: Leonardo Lessa

Coordenação de produção: Joyce Malta

Produção executiva: Cristiane Moreira, Gustavo Ruas e Natália Dornas

Coordenação do Centro de Pesquisa e Memória do Teatro (CPMT): Luciene Borges

Bibliotecária do CPMT: Fernanda Christina da Costa

Estagiário do CPMT: Flávio Ferreira Júnior

Estagiário do portal Primeiro Sinal: Marcus Vinícius Souza

Supervisão pedagógica: Lydia del Picchia

Coordenação pedagógica: Ana Domitila

Secretária de cursos: Cláudia Rodrigues

Núcleo pedagógico: Gláucia Vandeveld, Juliana Martins, Kenia Dias, Manuela Rebouças, Michelle Ferreira, Reginaldo Santos e Tarcísio Ramos

Coordenação do projeto sócio-cultural Conexão Galpão: Lúcia Ferreira

Equipe do projeto Conexão Galpão: Dayane Lacerda, Gustavo Baracho, Priscila Cruz e Reginaldo Santos

Coordenação Técnica: Bruno Cerezoli

Técnico: Orlan Torres (Sabará)

Estagiário da técnica: Wellington Santos

Gerência administrativa e financeira: Maria José dos Santos

Auxiliar administrativo: Leandro Dias

Gerência operacional: Rose Campos

Recepcionista: Cláudia Maria

Porteiro: Eberton Pereira

Segurança: Odelmo Marques da Silva Júnior

Serviços gerais: Juarez Pereira, Maria Márcia e Rozeli Dias

Consultoria pedagógica: Fernando Mencarelli

Consultoria em planejamento: Romulo Avelar

Assessoria de planejamento: Lú Gomes

Estagiária de planejamento: Luciana Avelar

Assessoria de comunicação: Tiago Penna

Assistente de comunicação: Caio Otta

Fotografia: Guto Muniz / Casa da Foto

Programação Visual: Otávio Santiago

Trabalho: Roberto Corbo

Post. André de Jesus

Mudança de Local da Apresentação do Novo Espetaculo para Teatro de rua do Grupo Galpão de MG dentro do palco Giratorio 2010

Postado em Grupo Galpão - MG, Teatro de Rua em 22 de maio de 2010 por sagradocacete

Till, a saga de um herói torto

Grupo Galpão (MG)

TEATRO DE RUA

Um dia, na eternidade, o Demônio aposta com Deus que se tirasse do homem algumas qualidades, ele cairia em perdição.  Deus aceitando o desafio resolve trazer ao mundo a alma de Till. Vivendo em uma Alemanha miserável, povoada de personagens grotescos e espertalhões, logo de início nosso protagonista é abandonado em meio ao frio e a fome e descobre que a única maneira de sobreviver naquele lugar é se tornar ainda mais esperto e enganador. Assim começa sua saga cheia de  presepadas e velhacarias.

Till  é o típico anti-herói cheio de artimanhas e dotado de um irresistível charme. Um personagem encontrado em várias culturas, que se assemelha muito ao nosso Macunaíma ou Pedro Malasartes.

Elenco: Antonio Edson, Arildo de Barros, Beto Franco, Chico Pelúcio, Eduardo Moreira, Inês Peixoto, Lydia Del Picchia, Simone Ordones, Teuda Bara

Direção: Júlio Maciel

Texto: Luis Alberto de Abreu

Classificação etária:livre

Duração: 90 min

Data: 22 e 23/05

Local: Mezanino da Usina do Gasômetro

Horário: 18 hs

Informações sobre o grupo:

http://www.grupogalpao.com.br/port/home/

POst. André de Jesus

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