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Entrevista com Pres. Império Serrano que homenageia Ói Nóis Aqui Traveiz e também as Polemicas desse carnaval em Guaíba

Postado em Uma Tribo Nômade em 3 de março de 2012 por sagradocacete

Presidente Edson Garcia, da tradicional escola de samba do Bairro Ermo, apresenta detalhes do desfile da Império Serrano.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Presidente da Império Serrano, Edson Garcia

Seguindo com as apresentações das escolas que desfilarão no Carnaval Temporão de Guaíba, a Gazeta Centro-Sul divulga detalhes do desfile do Império, a terceira colocada em 2011, tradicional escola do Bairro Ermo que promete vir forte em busca de mais um título para a sua comunidade.

Império Serrano

Fundada em 30 de novembro de 1971, a Sociedade Esportiva Recreativa Império Serrano promete corrigir os erros do ano anterior e lutar por mais um título do Carnaval de Guaíba. Neste ano, irá para a Avenida com 600 integrantes, distribuídos em 17 alas e três carros alegóricos. As cores predominantes são verde, vermelho e branco, e seu escudo é uma coroa. O tema deste ano é: “Oi nós aqui traveiz: abre a roda, roda abre que a terra do teatro vem aí”, comandado pelo carnavalesco Alvino Machado.

Conversei com o presidente Edson Garcia (foto), que me garantiu mobilização total da comunidade do Ermo. “Vamos levar o teatro para a Avenida, contando a história deste famoso grupo que tem reconhecimento nacional”, observou. De acordo com o dirigente, a comunidade está preparando o Carnaval desde maio e promete vir pensando somente na conquista de mais um título.

O presidente da Império Serrano destacou, ainda, que as fantasias e alegorias terão bastante material reciclado, além da própria equipe do teatro de rua, que está colaborando na organização.

Para mobilizar a comunidade, Edson deixou um recado, convocando todo o povo da Império: “Compareçam aos ensaios, pois vamos em busca da vitória. A Império sempre entra para ganhar”, disse.

Os ensaios acontecem na quadra da Escola, localizada na Avenida Breno Guimarães, no Bairro Ermo, de quartas a sábados. Nas quartas e quintas, das 21h às 23h30; sextas e sábados, a partir das 22 horas.

Verbas Públicas

Na última sessão da Câmara, foi aprovada verba para ser repassada as escolas de samba para a realização do Carnaval de Guaíba.

No total, serão R$ 19 mil para cada entidade, divididos em duas parcelas. As agremiações só recebem a segunda parcela, após ter prestado contas da primeira.

De acordo com a secretária da Setudec, Cláudia Mara, a primeira parcela deverá ser repassada nesta segunda-feira, 13, para as escolas Academia de Samba Cohab Santa Rita; Império Serrano; e Estado Maior da Colina. Cláudia salientou que, como a Tradição não prestou contas do dinheiro recebido no carnaval passado, em um primeiro momento, não receberá novamente. “Eles ainda nem nos enviaram a documentação necessária”, destacou. Setudec e Aecgua ainda aguardam um posicionamento da entidade.

Blocos Carnavalescos

Segue em aberto o espaço para participação de blocos carnavalescos no desfile do dia 3 de março. Interessados podem entrar em contato através do fone 3491.1888. Dois já se movimentaram. Um deles, o Sai da Frente, já está se organizando e deverá começar a realizar ensaios. Que beleza.

História do Carnaval

Teve grande repercussão o quadro apresentado na semana passada, relembrando como eram os carnavais de antigamente. Muitas foram as lembranças das imagens dos desfiles ocorridos, como o de 1986, conforme acervo fotográfico da turma do Sai da Frente, publicado na última edição. Recebi e-mails e conversei com diversos leitores que me contaram boas histórias das antigas festas de Momo.

Você, que tem alguma foto ou história interessante sobre os velhos carnavais, mande um e-mail para fabioaraujo.gazeta@gmail.com

Foto: FA/GCS

Fábio Araujo

fabioaraujo.gazeta@gmail.com

Ói Nóis Aqui Traveiz, abre a roda, roda abre que a Terreira da Tribo vem ai – 2012

Postado em Carlos Marighella, Historia do Teatro Brasileiro, Movimentos Sociais, Performance e Politica, Politica pública para a Cultura, Projeto Caminho para um Teatro Popular, Terreira da Tribo, Uma Tribo Nômade, Viúvas performace sobre Auséncia em 16 de fevereiro de 2012 por sagradocacete

Neste carnaval 2012 a escola de Samba Império Serrano da cidade de Guaíba presta uma homenagem a história de Utopia, Paixão e Resistência da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

O desfile que conta com a presença dos atuadores do grupo acontece no dia 3 de março.


Ói Nóis Aqui Traveiz

Nos braços do povo

Para balançar de novo

Impériano eu sou

A Tribo vem ai

Hoje a terreira toda vai sorrir

O espetáculo vai começar

É cultura popular, alegria garantida

O Império hoje vem saudar

Esse grupo singular… é o teatro na avenida

Já foi censurado, já foi maltratado

Perseguido, resistiu a opressão

Ói Nóis Aqui Traveiz da Terreira da Tribo

Politizando e divertindo a multidão

Nos palcos ou nas ruas… em qualquer lugar

Levando a arte onde o povo está.

Máscaras, bonecos, gestos, fantasias

Tem canto, dança, humor e reflexão

Pelo mundo afora orgulhando essa nação

O rei já era; Parará  tim bum;

Teon, a morte em tupy-guarani;

A Saga de Canudos; Kassandra; A missão;

O Amargo Santo da Purificação;

Tantas histórias, memórias …

Artistas de um talento genial

O palco hoje é passarela

Em cena: o carnaval

O Império Serrano agradece

A herança cultural.

Que seja uma ano do Pai Oxalá e que possa ser um ano de realizações de sonhos para o Ói Nóis Aqui Traveiz

Postado em Bertolt Brecht, Heiner Müller, Mostra ÓiNoísAquitraveiz, Oficina Gratuita de Teatro, Politica pública para a Cultura, Profissão Ator, Projeto Caminho para um Teatro Popular, Revista de Teatro Cavalo Louco, Teatro de Rua, Terreira da Tribo, Uma Tribo Nômade, Viúvas performace sobre Auséncia em 7 de janeiro de 2012 por sagradocacete

o teatro de paredes de pedra

Postado em Em Busca do Teatro Pobre Grotowski, Terreira da Tribo, Uma Tribo Nômade em 16 de dezembro de 2011 por sagradocacete

o teatro de paredes de pedra.

                                                                  o teatro de paredes de pedra

     Publicado; 28 28America/Sao_Paulo agosto 28America/Sao_Paulo 2011 | Autor:  

Malu na peça Ensaio Selvagem

O teatro tinha paredes de pedra e funcionava onde outrora havia sido uma boate frequentada por boêmios, prostitutas e afins. Ali naquele espaço úmido com estreitos camarins de luz bruxuleante habitavam os nossos sonhos. Éramos muito jovens e tínhamos em comum a inquietude e a certeza de que mudaríamos o mundo. Pelo menos o nosso. Eu tinha 16 anos quando entrei no palco pela primeira vez. Fazia parte de uma espécie de coro – crianças perdidas em um tempo de brutalidade e ditadura – em uma peça do Fernando Arrabal montada pelo Ói Nóis Aqui Traveiz. Líamos na cena final uma carta escrita pelo próprio Arrabal ao generalíssimo Franco: “excelentíssimo senhor, é com muito ódio e rancor que venho dizer que o senhor é o homem que mais danos me tem causado…” A cada dia eu saía de lá muito diferente da maneira que havia entrado.

Quando eu usava azul, o Celsinho Jardim, protagonista da peça, anunciava: Bebê, tu tá de azul!!! Nos camarins alguém fazia um versinho: “coisa linda nesse mundo/é ver a Chica num segundo/ cantando Godofredo pra nós”. Não lembro mais o que era o “Godofredo” e nunca mais ouvi falar da Chica, mas o camarim, os longos papos com o Paulo e a certeza que mudei o mundo me acompanham ainda hoje.

Meu segundo trabalho como atriz foi precedido de laboratórios muito intensos e transformadores pra mim. Chamava-se “O sentido do corpo” e, para a época, final dos anos 70, era a vanguarda da vanguarda, pois unia artes cênicas e plásticas. Quando o público se acomodava na plateia do teatro de pedra, já estávamos na cena em casulos feitos de tecido de malha macia e, dali, emergíamos nus num cenário de luzes, cores e vídeos. Um espetáculo silencioso (ah, como gosto dos silêncios) com um único texto, denso, contundente, sofrido: o meu. O texto terminava com algo que ia “descendo do lixo, do lixo, do lixo, do lixo, resvalando escadaria abaixo. Descer ao fundo mais fundo. Encontrar ossos, cartilagens. E olhar, finalmente olhar as marcas, as cicatrizes.” Eu começava meu texto timidamente nua e sozinha e pouco a pouco ia me possuindo até chegar numa catarse que só os grandes orgasmos nos dão. Fazia 5 graus em maio de 1979.

Nunca esqueci as caminhadas com o Paulo e a Malu na Cristóvão Colombo na volta pra casa. Aquele teatro com paredes de pedra e alma sensível, o Celsinho que amava meu vestido azul, o Godofredo da Chica e o mundo que ia se transformando aos meus olhos curiosos atravessarão comigo essa vida a caminho da eternidade.

Válvula de Escape Blog pessoal de Diego Ferreira – “AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS – KASSANDRA IN PROCESS” Ói nóis aqui traveiz Ano III

Postado em Antonin Artaud, Terreira da Tribo, Uma Tribo Nômade em 4 de novembro de 2011 por sagradocacete

MEMÓRIA DA CENA – Especial 30 ANOS Parte 3

 Dando sequencia a este post especial sobre os espetáculos que fizeram a minha memória trago hoje a 2ª parte, onde destaco mais três espetáculos:
ESPETÁCULO LOCAL


“AOS QUE VIRÃO DEPOIS DE NÓS – KASSANDRA IN PROCESS”   Ói nóis aqui traveiz

Uma vivência teatral! Falar do “Ói nóis” para mim é sempre bacana, adoro o trabalho do grupo, que é uma das melhores referencias do teatro gaúcho e nacional pela radicalidade e transgressão teatral. Curto tanto o trabalho deles, que “Kassandra” fui assistir pelo menos cinco vezes, sempre levava algum amigo para conhecer o trabalho e aproveitava para rever o espetáculo e a cada dia saia cada vez mais cambaleante com a proposta, cada vez saía diferente e transformado. Para mim um dos melhores trabalhos produzidos no estado e porque não dizer no Brasil e mundo! Cada vez que eu adentrava no espaço, a terreira, minha percepção se deslocava para Troia, pela capacidade que o espetáculo teatral tinha em transportar o espectador a outras dimensões.
 O Ói Nóis, com 30 anos de existência, trabalha em duas vertentes – o teatro de rua e o teatro de vivência. Kassandra se insere nessa segunda corrente, amplamente influenciada pela teoria de Artaud. O espetáculo, além de mergulhar o espectador em um ambiente todo propício, toca o público através de todos os cinco sentidos. Sons, cheiros, imagens, texturas, sabores se aliam para criar uma atmosfera que nos arrebata em um espécie de transe dionisíaco/reflexivo.
O espetáculo recebeu 4 Troféus Açorianos 2003: Melhor Espetáculo, Produção, Trilha Sonora e Atriz Coadjuvante. 

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