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seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”.

Postado em Politica pública para a Cultura, Seminário Teatro em 22 de maio de 2012 por sagradocacete

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Ministério da Cultura e Petrobras apresentam o seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”. O encontro conta com performances e espetáculos, diálogos e reflexões sobre processos criativos, e acontece de 28 de maio à 2 de junho no Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), na sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) e no centro de Porto Alegre. Entrada Franca.

 

O Seminário foi organizado em parceria com a Cátedra Latino Americana e faz parte das comemorações de trinta e quatro anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

A Terreira da Tribo foi contemplada pela Funarte no edital Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010.

 

A expansão e os cruzamentos das disciplinas artísticas têm implicado também uma transformação dos discursos cênicos. Há alguns anos as práticas cênicas enfatizam o tecido entre discursos performativos e teatrais. A performatividade é, de fato, uma dimensão da teatralidade. Longe de estigmatizar o teatro, o interesse pelo performativo pode ser um indicativo de outras construções da presença e do modo como o aqui e o agora do teatro são tecidos em vínculo com a experiência e as cenas da vida. A possibilidade de pensar os interstícios cênicos desvia também o olhar para outras dimensões do espaço cênico, para a instalação de um tempo poético no fluxo do cotidiano.

 

PROGRAMAÇÃO

 

28 de maio, segunda:

12h, na Esquina Democrática

“Terpsí em Obras” com a Terpsí Teatro de Dança.

 

20h, na Terreira da Tribo

Performance “Qual é a minha cor?” com Mara Leal do Coletivo Teatro da Margem.

 

Painel “Interstícios Cênicos: Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana” com Miguel Rubio Zapata e Ileana Diéguez.

 

29 de maio, terça:

12h, na Esquina Democrática

Performance “Onde? Ação nº 2” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

 

19h, na Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro)

Lançamento e exibição do DVD “Viúvas – Performance Sobre a Ausência”.

 

Palestra “Performatividades da Memória” com Ileana Diéguez e debate sobre “Onde? Ação nº 2” e “Viúvas – Performance Sobre a Ausência” com Jair Krischke, Fábio Prikladnicki e Pedro Isaias Lucas.

 

30 de maio, quarta:

12h, na Praça da Alfândega

“O Amargo Santo da Purificação” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Antígona” com Teresa Ralli do Grupo Cultural Yuyachkani.

 

 31 de maio, quinta:

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Presença e Representação. Estratégias para Interpelar o Presente” com Narciso Telles e debate sobre “Antígona” e “O Amargo Santo da Purificação” com Miguel Rubio Zapata, Newton Silva e Silvia Balestreri.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Memorial de Silêncios e Margaridas” com Narciso Telles do Coletivo Teatro da Margem.

 

1º de junho, sexta:

12h, Paço Municipal

Performance “Porto: A Cidade como Palco de uma Anti-diaspora” com Teatro Sarcáustico.

 

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Testemunhos Cênicos – Como dar Voz ao Silêncio Histórico” com Miguel Rubio Zapata e debate sobre “Memorial de Silêncios e Margaridas” com Teresa Ralli, Clóvis Massa e Enrique Padrós.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Danke” com Juliana Kersting e Paola Opptiz.

 

2 de junho, sábado:

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Espectros e Duplos Cênicos” com Mara Leal e debate sobre “Danke” com Narciso Telles, Inês Marocco e Rosyane Trotta.

 

19h, na Terreira da Tribo

Coquetel de lançamento do livro “Ói Nóis Aqui Traveiz: A História através da Crítica” de Rosyane Trotta e confraternização.

 

3 de junho, domingo:

Intercâmbios internos.

 

Palestrantes e Debatedores

 

Ileana Diéguez – México

Miguel Rubio Zapata – Peru

Teresa Ralli – Peru

Narciso Telles – MG

Mara Leal – MG

Jair Krischke – RS

Clóvis Massa – RS

Enrique Padrós – RS

Pedro Isaias Lucas – RS

Silvia Balestreri – RS

Inês Marocco – RS

Newton Silva – RS

Fábio Prikladnicki – RS

 

 

sobre os trabalhos apresentados

 

GRUPO CULTURAL Yuyachkani

O Grupo Cultural Yuyachkani, coletivo de teatro mais importante do Peru, vem trabalhando desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. “Yuyachkani” é uma palavra Quéchua que significa “Eu estou pensando, eu estou lembrando”; sob este nome, o grupo teatral tem se dedicado à pesquisa coletiva da memória social, em particular, em relação às questões de etnicidade, violência e memória no Peru. O grupo é formado por sete atores (Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Ana Correa, Débora Correa, Rebeca Ralli, Teresa Ralli e Julián Vargas), um designer técnico (Fidel Melquíades) e um diretor artístico (Miguel Rubio), que criaram um compromisso de criação coletiva como modo de produção teatral e de teatro de grupo como filosofia de vida. Seu trabalho é um dos mais importantes do “Nuevo Teatro Popular” da América Latina, com um forte compromisso com os problemas das comunidades de base, mobilização e ação política. Yuyachkani ganhou o prêmio nacional dos Direitos Humanos, no Peru, em 2000.

 

Espetáculo “Antígona”

Sobre a Antígona de Sófocles foram realizadas inúmeras versões tanto na Europa como na América Latina. A opção de Yuyachkani esteve clara desde o princípio: a indagação-aproximação do mito clássico de Antígona à realidade peruana, como una maneira de apelar à memória histórica universal para buscar nela sinais que nos ajudem a entender nossa própria realidade.

Por séculos a “Antígona” de Sófocles foi uma das tragédias gregas clássicas mais representadas e adaptadas. A obra capta como poucas outras o terreno conflituoso entre o indivíduo e o estado, entre os direitos fundamentais humanos e as leis arbitrárias de uma sociedade, entre as necessidades da natureza e a arrogância humana que trata de controlar e dirigir-lhe. “Antígona” é uma declaração sobre o caráter essencial da “desobediência civil” contra a arbitrariedade do poder político, uma vez que reafirma a importância de coisas intangíveis da vida humana como parte de uma ecologia natural e finita que no se pode ignorar nem violar.

 

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.

A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. 

 

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO

A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de Carlos Marighella,  herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. A dramaturgia elaborada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

 

ONDE? AÇÃO Nº 2

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.

 

VIÚVAS – Performance Sobre a Ausência

¨Viúvas, Performance sobre a Ausência¨ faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos  pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. O Teatro de Vivência do Ói Nóis Aqui Traveiz procura uma forma de relação aberta e sincera com o público, em que atores e espectadores partilhem de uma experiência comum, que tenha intensidade de um acontecimento, capaz de produzir novas formas de percepção.

 

COLETIVO TEATRO DA MARGEM

O Coletivo Teatro da Margem surgiu a partir de um grupo de pesquisa teatral orientado pelo Profº Dr. Narciso Telles integrado por alunos do curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Inserido na contemporaneidade, dialogando com o pós-dramático, se propõe à busca de uma expressividade coletiva que dialogue com a pesquisa acadêmica, mas sem perder a efervescência da criação estética em arte e do fazer teatral.

 

Espetáculo “Memorial de SILÊCIOS E MARGARIDAS”

Em um passado ainda recente, foram instaurados regimes ditatoriais de governo, em diversos países latino-americanos, onde as vozes dissidentes eram caladas com muita dor, crueldade e sofrimento. A dramaturgia de Memorial de Silêncios e Margaridas é uma busca dos sentimentos humanos em meio a histórias de pessoas impedidas das coisas mais simples de seus cotidianos e, de outras tão importantes como amar e sonhar. Partimos de narrativas e silêncios das pessoas, das suas músicas, das leituras de Eduardo Galeano, de Frei Beto, de visitas ao Memorial da Resistência no antigo prédio do DEOPS, e muitas outras investigações, na tentativa de desvelar algumas marcas dos sobreviventes, mas também daqueles que tiveram prazer em produzir rostos sem traços, em arrancar jovens de suas casas para jogá-los depois em terrenos baldios, em sepulturas clandestinas ou até no mar. Procuramos apenas falar um pouco desses seres humanos, não no sentido de rememoração de suas dores, mas para que não esqueçamos nunca que algo aconteceu e de como poderia ter sido diferente!

 

Performance “Qual é a minha cor?”

Com o interesse em desenvolver uma performance autobiográfica sobre as questões raciais, resolvi falar da cor da minha família, não de minhas origens porque elas são quase desconhecidas, mas da minha geração: eu e meus inúmeros primos e primas, focando nas relações mais próximas. Mas como abordar essa questão? Resolvi encenar como essas diferentes variações cromáticas da pele são tratadas em nossa sociedade. Parto da primeira noção de cor que nos é imposta: a certidão de nascimento e de como essas cores são dicionarizadas, ou seja, como a sociedade, a linguagem trata desse tema.

 

ESPETÁCULO “DANKE”

DANKE é o espetáculo do texto de Dario Fo e Franca Rame, “Eu, Ulrike? Grito…”, que conta a história de Ulrike Meinhof, do dia em que ela foi presa até o dia do seu suposto suicídio. Porém é melhor falar em personagens pois Ulrike Meinhof contracena com a sua carcereira, ou o seu duplo. Ela se perde de si mesmo frente à violência e à privação a que é submetida. No vazio e silêncio da prisão ela busca relações reais e imaginárias com o espaço e o tempo. A distância em face de si mesmo lhe propõe o resgate de sua própria identidade e o encontro consigo mesma.

O público é o outro, parte atuante que é revelado pela personagem, ao mesmo tempo em que revela a personagem na sua solidão, no seu desespero, na sua loucura, na sua intensidade, na sua inteireza, na sua coragem e na sua resignação.

 

Terpsí em Obras

Terpsí em Obras é uma instalação coreográfica criada especialmente para o  Forum Social Mundial temático de 2012, utilizando o ambiente da rua. Esta instalação propõe a releitura das obras da Cia Terpsí Teatro de Dança conectadas pelos temas da sustentabilidade e humanidade,os quais são tratados a partir do viés da interdisciplinaridade.  Se trata de um  resgate dos 25 anos de história da Cia Terpsí  revividos através de fragmentos de Lautrec fin de siecle (1993), O Banho (2000), E la nave no va (2003), Ditos e Malditos: desejos de clausura (2009) e  Casa das Especiarias (2011). Esta obra propõe uma reflexão sobre questões  contemporâneas como o desejo, prazer, hipocrisia, destruição e (in) sustentabilidade.

 

Sobre Teatro Sarcáustico

O grupo TEATRO SARCÁUSTICO surgiu em janeiro de 2004, do Trabalho de Conclusão do Curso de Artes Cênicas (UFRGS), de Andressa de Oliveira, Daniel Colin e Tatiana Mielczarski, intitulado GORDOS ou somewhere beyond the sea. Nestes 08 anos de trabalho continuado, foram produzidos outros sete espetáculos profissionais, além de performances, oficinas, intervenções urbanas, workshops e cursos de formação de atores. O TEATRO SARCÁUSTICO recebeu importantes prêmios do estado(Açorianos de Teatro, Tibicuera de Teatro Infantil, RBS Cultura e Braskem em Cena) e é considerado uma das mais significativas companhias da cena teatral gaúcha contemporânea. Atualmente, o TEATRO SARCÁUSTICO é um dos grupos que integram o Projeto Usina das Artes, que prevê a ocupação do Centro Cultural Usina do Gasômetro em Porto Alegre.

 

Sobre PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora

“PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora” é um projeto composto por quatro performances/intervenções urbanas realizadas na cidade de Porto Alegre, concebido para discutir sobre o êxodo dos artistas ao qual a cidade assiste, as dificuldades do fazer artístico contemporâneo em Porto Alegre, suas possibilidades e necessidades, impelindo seus criadores a procurar novas cidades para se realizarem.

“PORTO” é o que o próprio nome propõe: a luta de jovens artistas gaúchos em defender sua cidade um pólo artístico-cultural do país e recebeu o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2011.

 

PALESTRANTES E DEBATEDORES

 

Ileana Diéguez (Cuba – México)

Doutora em Letras (2006) com instância pós-doutoral em História da Arte, UNAM, apoiada pelo CONACYT (2008-2009); professora investigadora da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), unidade Cuajimalpa, México, DF; membro do Sistema Nacional de Investigadores. Foi Coordenadora de Investigações do Centro Nacional de Investigación Teatral Rodolfo Usigli e vice-diretora da Escuela Internacional de Teatro de América Latina y el Caribe (EITALC). É membro fundadora da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Organizou e coordenou os processos de investigação de várias oficinas cênicas em diferentes países e realizou a curadoria de vários encontros internacionais sobre os temas teatralidade, performance e arte. É autora do livro, traduzido em português, Cenários Liminares: Teatralidades, performances e política (Edufu, 2011).

 

Miguel Rubio Zapata (Peru)

É Bacharel em Sociologia pela Universidad Inca Garcilaso de la Veja, Doutor Honoris Causa pelo Instituto Superior de Arte da Universidad de La Habana (Cuba). É membro fundador e diretor do Grupo Cultural Yuyachkani (1971), no qual postula um teatro de criação e investigação a partir do material que os atores propõem. No campo pedagógico dirige o Laboratorio Abierto de Yuyachkani e as demonstrações de trabalho. É membro do Conselho de Direção da Escuela Internacional de Teatro para América Latina y el Caribe (EITALC), atualmente com sede no México, DF e membro fundador da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Autor dos livros Notas sobre teatro (2001), El cuerpo ausente (performance política) (2006) e Raíces y Semillas. Maestros y Caminos del Teatro en América Latina (2011).

 

Teresa Ralli (Peru)

É membro fundadora do Grupo Cultural Yuyachkani e participou da criação e encenação de todos os espetáculos coletivos do Grupo. Impulsionou a linha pedagógica no coletivo, sendo responsável pela organização de eventos e atividades pedagógicas. Viajou por todo Peru ensinando teatro em grupos independentes, colégios estatais e particulares, organizações de mulheres e grupos comunitários diversos. Desde 1990 participa do Magdalena Project, organização que reúne mulheres criadoras dos cinco continentes. Desde 1998 é professora da Pontificia Universidad Católica do Peru, na Facultad de Artes y Ciencias de la Comunicación, Especialidad de Artes Escénicas.

 

Fábio Prikladnicki

Jornalista e mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É repórter do Segundo Caderno do jornal Zero Hora e colaborou com diversos veículos de mídia impressa e eletrônica no país. Participou dos júris do Prêmio Açorianos de Teatro (2005 e 2011) e do Prêmio Braskem Em Cena (2006 e 2011). Em 2011, foi crítico convidado do 14º Festival Recife do Teatro Nacional. Entre 2008 e 2010, foi coordenador e professor do curso de extensão em Crítica Cultural na Unisinos.

 

Inês Alcaraz Marocco

Diretora teatral e pesquisadora da formação do ator, principalmente em teatro. Possui graduação em Direção Teatral e Licenciatura em Arte Dramática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1975), mestrado em Diplôme d’Études Aprofondies – Université de Paris VIII (1985) e doutorado em Doctorat en Esthétique Sciences et Technologie des Arts – Université de Paris VIII (1997). Formação na École Internationale de Théâtre, Mime et Mouvement Jacques Lecoq (1983/1984). Atualmente é professora do departamento de Arte Dramática (DAD) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

 

Newton Pinto da Silva

Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAC/UFRGS), com a dissertação Palcos da Vida: o vídeo como documento do teatro em Porto Alegre nos anos 1980 (2010). Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). É repórter e apresentador de televisão da Fundação Cultural Piratini – Rádio e TV (TVE/RS), com foco no Jornalismo Cultural.

 

Silvia Balestreri Nunes

Professora do Departamento de Arte Dramática e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do qual é coordenadora. É co-fundadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO-Rio), com direção de Augusto Boal. Atualmente coordena o projeto de pesquisa Teatro e Produção de Subjetividade: Exercícios Micropolíticos, com foco na obra do pluriartista italiano Carmelo Bene.

 

Jair Krischke

É Ativista dos Direitos Humanos, com atuação no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos em março de 1979.  Um dos fundadores do CELADI -  Centro Latinoamericano de Investigación. Participou ativamente das campanhas pela Anistia, pela libertação dos últimos presos políticos brasileiros e pelas Diretas Já.

 

 

Enrique Serra Padrós

Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História (UFRGS). Especialista em História Latino-americana, Mestre em Ciência Política e Doutor em História. Chefe do Departamento de História e Vice-coordenador do Programa de Relações Internacionais. Pesquisador vinculado ao GT de Ensino/Anpuh-RS e Arquivistas Sem Fronteira/Brasil. Pesquisa temas vinculados às Ditaduras de Segurança Nacional Latino-americanas e História Mundial do Tempo Presente. Organizador de obras coletivas e autor de inúmeros artigos e capítulos de livros sobre temas vinculados às áreas de atuação.

 

Clóvis Massa

Professor de Teoria e História do Teatro no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS. Doutor em Letras na área de Teoria da Literatura (FALE/PUCRS), com estágio doutoral na Université Paris 8 – Saint-Denis. Mestre em Artes Cênicas (ECA/USP) e Bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Interpretação Teatral (DAD/UFRGS).

 

Pedro Isaias Lucas

Mestrando em Artes Cênicas no PPGAC na UFRGS e Bacharel em Direção pela mesma universidade. Fez o roteiro de Caminhos de pedra – Tempo e memória na Linha Palmeiro (2008); pesquisa e consultoria de roteiro de Walachai (2011); fotografia e montagem de O amargo santo da purificação (2011). Recentemente lançou seu primeiro longa-metragem Argus Montenegro & a instabilidade do tempo forte (2012).

 

 

Contatos:

Paula Carvalho

paula.terreira@gmail.com

(51) 9396 11 40

 

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

terreira.oinois@gmail.com

(51) 3286 57 20 / 9999 45 70

 

 

São cerca de 200 artistas de todo país. Evento terá palestras de especialistas…

Postado em Apresentação dos Trabalhos, Seminário Teatro em 26 de agosto de 2011 por sagradocacete

São cerca de 200 artistas de todo país. Evento terá palestras de especialistas…

Ói Noís Aqui Traveis e clowns de Shakespeare na Terreira da Tribo em Porto Alegre abril de 2011.

Entre 26 de agosto e 3 de setembro, o Rumos Teatro promove uma semana dedicada ao teatro, abordando prática, teoria e processos criativos desta arte. Cerca de 200 artistas de 12 estados do país se reúnem no Itaú Cultural, em São Paulo, para compartilhar seus métodos de pesquisa com o público. O evento traz ainda palestras de especialistas.

A semana Rumos Teatro será aberta pelo ensaísta e professor de arte, tecnologia e cultura Laymert Garcia dos Santos, no dia 26, às 20 horas. O professor falará sobre “Teatro, Mito, História e Tecnologia. Considerações sobre a Atualidade da Articulação entre os Quatro Termos”. A partir do dia 27, em vários horários, os projetos serão abertos ao público. No dia 2, às 20 horas, a professora Cecília Salles faz a palestra “Processos de Criação em Rede. Interações como Espaços de Possibilidade”.

O encerramento dos encontros será no dia 3 de setembro com dois eventos: às 15h30, as professoras Cecília Salles, Eleonora Fabião e Cristiane Paoli Quito se reúnem com os demais participantes para um balanço das conversas.

Rumos Teatro

O Rumos Teatro surgiu a partir de um programa criado em 2003, o Próximo Ato – Encontro Internacional sobre Teatro Contemporâneo. O projeto cresceu, ganhou dimensão nacional e, em 2006, teve início um processo de reformulação do qual participaram especialistas na área.

Foi então definido um eixo de debate que pudesse abranger as cinco regiões do país e criado o atual edital. Esse eixo foi o conceito de “teatro de grupo”. Ao todo, foram selecionados 12 projetos de pesquisas, cada um proposto por dois grupos, que o realizariam em intercâmbio entre eles. Além disso, os artistas produziram blogs, com o desenvolvimento dos processos de criação.

Semana Rumos Teatro
sexta 26 de agosto a sábado 3 de setembro

[ingressos distribuídos com meia hora de antecedência]

sexta 26
palestra Teatro, Mito, História e Tecnologia. Considerações sobre a Atualidade da Articulação entre os Quatro Termos
com Laymert Garcia dos Santos
20h
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para todas as idades]

sábado 27

pesquisa O Ator Animador e o Processo Criativo no Teatro de Animação
16h
com Caixa do Elefante (RS) e PeQuod (RJ)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para maiores de 14 anos]

pesquisa Cia.teatroautônomo+irmãosguimarães

18h
com Cia. Teatro Autônomo (RJ)
arena 90 lugares
[indicado para maiores de 16 anos]

20h
com Os Irmãos Guimarães (DF)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para todas as idades]

domingo 28

pesquisa Florestas e Antas, Experiências Teatrais – Em Busca de um Teatro Possível
18h
com Grupo de Teatro Celeiro das Antas (DF) e Teatro Experimental de Alta Floresta (MT)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para todas as idades]

pesquisa Salsichão no Boquerão/Tainha na Prainha
[distribuição única de ingressos às 19h30]

20h
Erro Grupo (SC) apresenta Seminar Pornosuspense
piso térreo

21h
Cia. Silenciosa (PR) apresenta El Gran Cabaret Porno
piso térreo
[indicado para maiores de 18 anos]

segunda 29

pesquisa Narrativas Urbanas na Terra sem Lei
a partir das 16h com intervenção cênica de Cia. Senhas de Teatro (PR)
av. paulista – faixa de pedestres – altura do número 60
[indicado para todas as idades]

18h
com Núcleo Argonautas (SP)
Casa das Rosas [não haverá distribuição de ingressos]
[indicado para maiores de 14 anos]

pesquisa (Re)Soluções para Ontem: Inventar o Passado
20h
com Cia. dos Atores (RJ) e Os Fofos Encenam (SP)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para maiores de 12 anos]

terça 30

pesquisa A Oralidade e a Cameloturgia − Uma Pesquisa Cênica do Porto ao Rio

18h
Será o Benedito? (RJ) apresenta Olha o Dado
rampa do metrô do Centro Cultural São Paulo
[indicado para todas as idades]

O Imaginário (RO) apresenta Varadouro
20h – 1ª sessão
20h45 – 2ª sessão
arena 90 lugares
[indicado para maiores de 16 anos]

quarta 31

pesquisa Do Concreto ao Mangue, Aquil que Meu Olhar Guardou pra Você…
18h
com Teatro do Concreto (DF) e Magiluth (PE)
sala Itaú Cultural 47 lugares
[indicado para maiores de 14 anos]

pesquisa Um Outro Si Mesmo – Troca de Pacotes
20h
com Espanca! (MG) e Companhia Brasileira de Teatro (PR)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para maiores de 12 anos]

quinta 1

pesquisa Conexão Música da Cena

18h
com Clowns de Shakespeare (RN) e Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqu Traveiz (RS)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para todas as idades]

pesquisa Conexões Coletivas: Angu e Bagacira

20h
Grupo Bagaceira de Teatro (CE) e Coletivo Angu de Teatro (PE) apresentam Projeto Abuso
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para maiores de 16 anos]

sexta 2

pesquisa Composição de Matrizes ou Matrizes em Composição?
18h
com OPOVOEMPÉ (SP) e Lume (SP)
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para maiores de 14 anos]

palestra Processos de Criação em Rede. Interações como Espaços de Possibilidades
com Cecília Salles
20h
sala Itaú Cultural 247 lugares
[indicado para todas as idades]

sábado 3

15h30
encerramento Encontro
com Cristiane Paoli Quito, Eleonora Fabião e Cecília Salles
sala Itaú Cultural 247 lugares

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – São Paulo SP [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô] | informações: 11 2168 1777 | atendimento@itaucultural.org.br  | itaucultural.org.br | twitter.com/itaucultural | youtube.com/itaucultural | facebook.com/itaucultural

Intercambio entre os dois Rio Grandes Projeto Itau Cultura Rumos Teatro 2011

Postado em Politica pública para a Cultura, Revista de Teatro Cavalo Louco, Seminário Teatro, Uma Tribo Nômade em 12 de agosto de 2011 por sagradocacete

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz viaja para Natal

De 12 a 17 de agosto a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz estará em Natal (RN), realizando a segunda etapa do projeto Conexão “Música da Cena”.
O projeto Conexão Música da Cena, proposto pelos grupos Ói Nóis Aqui Traveiz (RS) e Clowns de Shakespeare (RN) e realizado pelo Programa Rumos Itaú Cultural de Teatro, teve início no mês de abril, em Porto Alegre, e será realizado no mês de agosto em Natal.O Programa Rumos Itaú Cultural de Teatro tem como objetivo promover o intercâmbio entre grupos de teatro do país. O projeto proposto pelos Clowns e ÓiNóis foi aproximar o teatro dos dois “Rios Grandes” a partir de um traço comum nas suas pesquisas: a criação musical.
Nas duas cidades, os coletivos desenvolvem um intercâmbio prático a partir da prática musical, explorando procedimentos utilizados pelos grupos e o pensamento que envolve seus fazeres. Deste intercâmbio, experimentos cênicos são criados e apresentados ao público ao final de cada encontro, para em seguida serem levados a São Paulo, em agosto/setembro de 2011, no encontro com todos os outros grupos participantes do Rumos.

Outra atividade do projeto é o Seminário Música da Cena, que em Natal acontece nos dias 12 e 13 de agosto, no Barracão Clowns. O seminário reúne músicos, pesquisadores, compositores e atores para debaterem as criações musicais no teatro brasileiro contemporâneo. Além dos integrantes dos dois grupos e de artistas potiguares, a edição natalense do seminário também conta com a participação do professor e maestro Ernani Maletta (UFMG), que no seu vasto currículo conta com direções musicais de diversos espetáculos do Grupo Galpão, dos próprios Clowns, dentre outros.

Durante o seminário também será realizada a oficina Música para Teatro, com Johann Alex de Souza, parceiro na criação musical do Ói Nóis desde 1987.
Por fim, o Conexão Música da Cena prevê também um mapeamento eletrônico dos profissionais ligados à música para a cena no país. A partir do levantamento destes profissionais – músicos, compositores, arranjadores, diretores musicais, etc. – será enviado um formulário com questões acerca da prática destes profissionais, no intuito de um primeiro levantamento de quem trabalha nesta área no Brasil. O registro deste processo desenvolvido pelos grupos – tanto nas atividades à distância, quanto nos encontros presenciais – pode ser acompanhado através do blog musicadacena.blogspot.com e nas publicações Cavalo Louco – Revista de Teatro da Tribo de Atuadores ÓiNóis Aqui Traveiz – e Revista Balaio – dos Clowns de Shakespeare.

Programação Seminário Música da Cena – Etapa Natal:

Dia 12/8, sexta-feira – Bate papo “O uso da música nos processos de criação do Clowns de Shakespeare e ÓiNois Aqui Traveiz”, com participação dos grupos teatrais e dos músicos Marco França e Johann Alex de Souza. Lançamento da Revista Cavalo Louco (Publicação do ÓiNóis) com edição especial sobre a primeira etapa do projeto Conexão Música da Cena, realizada em Porto Alegre em abril de 2011.

Dia 13/8, sábado – Debate “Música, Teatro e Pedagogia” com Ernani Maletta (UFMG), Sávio Araújo (UFRN), Danilo Guanais (EMUFRN) e Johann Alex de Souza.

Dia 17/8, quarta-feira – Mostra aberta ao público do Experimento criado a partir da troca entre os grupos Clowns e Ói Nóis.

Contato:

Paula Carvalho
paula.terreira@gmail.com
8417 93 10

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz
terreira.oinois@gmail.com
3286 57 20 / 9999 45 70

Bate Papo com Atores, diretores e instrutores de escola de Teatro de Porto Alegre com apresença de Sergio carvalho da Companhia do Latão e professor da faculdade de São Paulo

Postado em Mostra ÓiNoísAquitraveiz, Seminário Teatro em 1 de julho de 2011 por sagradocacete


Antônio Neto

Ai vai um exelente comentario impressão das apresentações as escola de Teatro que estiveram apresentando durante o Festival de Teatro Popular.
Impressões valiosas na qual vamos refletir sempre,exercício e reflexão. sobre o que se está vendo sentindo nesse dias, como uma imagem, observações para quem faz teatro e fundamental. observar e vai tudo que poder pescar, busca para seu aprendizado de tudo que se percebeu dos processos, núcleo de formação que estão desenvolvendo formação do Ator em Porto alegre.
Na perpectiva do individo, do cidadão a apropriação das varias possibilidades que o teatro possibilita e pode nos modificar e transformar o pensamento criando um olhar critico e etico para com a função do Teatro.

Vídeo Malayerba Equador Festival deTeatro popular 2011 teatro sesc RS

Postado em Seminário Teatro, Terreira da Tribo em 26 de junho de 2011 por sagradocacete


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