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Belíssimo Filme Marquise Disciplina Historia do Pensamento e do Teatro Ocidental – Paulina N

Postado em Dica de Cinema, Teoria do Teatro, Tragedias Gregas em 6 de novembro de 2009 por sagradocacete

SINOPSE DO FILME:

Atriz faz de tudo para alcançar a fama.

Racine e Marquise de divertem na corte
O difícil trabalho de um ator (Escrever peça em oito dias, encenar todos os dias, fazer performaces, recital, shows para ganhar uns trocados e  agradar a realesa etc..) na França do século XVII e as diversas consessões feitas pelos artistas para conseguir sucesso são o foco de Marquise, novo filme da diretora francesa Vera Belmont.

Naquela época, o teatro francês era regido pelas comédias de Molière e as tragédias de Racine. Neste contexto, Marquise – interpretada por Sophie Marceau – é descoberta dançando seminua em uma feira no interior da França.

Os atributos artísticos – e principalmente físicos – da garota pobre e ambiciosa chamam a atenção de Gros-René Du Parc, um ator da companhia de Molière de passagem pelo lugarejo.

Apaixonado, du Parc casa-se com a dançarina (Trupes de rua Mambebe onde o pais a prostituia) e a leva consigo para Paris. Sua beleza e sua ambição abrem as portas para uma carreira de sucesso como atriz e amante dos maiores figurões da corte.

Como as modelos-atrizes de hoje, Marquise vira a intérprete preferida de Racine (começou trazer outras vez as tragedias a cena) e a amante mais requisitada do rei Luís XIV. O problema é que entrar no jogo de interesses e sedução da corte francesa tem seu preço e nossa heroína terá que pagar por ele.

Minha opinião:

Dentro do entendimento da discussão que aconteceu ontem depois de assistirmos o filme MARQUISE.

Pego por aspectos;

Como a Éticao desejo de fazer teatro, a condição miserável do teatro, como flutua o gosto dos poderes pelo teatro, buscar alternativas para permanecer fazendo o que gosta.

Tínhamos iniciado uma discussão na aula passada sobre aspectos éticos no  teatro contemporâneo, ali mostra como tem que se rebolar para continuar existindo no teatro ainda de hoje muito mais, produzindo, trabalhando, transformando – informando, divertido e se divertido.

Obvio que conta muito a postura desse grupo (Companhia)  frente a  vida ao teatro,  Molière nos mostra com muito brio na sua postura, frente a sua companhia na maior das dificuldades, ele se reformula, submete e vai,  até onde, vai ou até onde podemos ir,

Outro aspecto e o desejo Marquise ser (Atriz) de fazer teatro de interpretar verdadeiramente  buscar este outro caminho, este outro lugar na imaginação, na criatividade e morrer  todos os dias e maravilho a sua interpretação,

A nossa  condição de luta de todos os dias “temos matar mil leões por dia na nossa batalha para permaser, acreditar na proposta do teatro. Mostrou-nos também que sempre temos que correr muito riscos, para continuar contando as nossas historias, fabulas, metáforas e qualificar os nossos discursos, Mollére não consegui a igreja censurou a sua peça ela não foi então encenada.

A estrutura dos poderes intervindo sobre as produções, o teatro sempre tentando burlar para buscar meios de permaser para também poder lá a frente ter espaço para trabalhar seu pensamentos e questionar  por que não o próprio poder .

Falo pouco de Racine no meu comentario por a discussão foi em aspectos gerais da historia a pesar da sua importancia e por que ainda começamos a ler breve continuaremos  aleitura desses autores na proxima aulas Racine, molliére,  etc.. O filme apesar de ser uma ficção e belíssimo para quem esta entereçado em fazer teatro tem que assitir.

André de Jesus

!Dioníso!

Postado em Tragedias Gregas em 13 de agosto de 2009 por sagradocacete

Teatro Grego – Mito fundador relacionado a Dioníso

Coro Dionisio1

Dioníso é um dos filhos de Zeus, que é um deus cósmico que reina no universo (é o deus do poder, da justiça, da estrutura). Mas Dioníso não é reconhecido como linhagem de Zeus. Ele não vive no Olimpo e nem é cultuado na cidade. Não tem um espaço na pólis.

Teatro Grego2

Zeus se apaixona por Europa (uma princesa fenícia). Ele rapta a princesa chegando na forma de um touro branco, pelo mar. Levou-a para Creta, tiveram filhos. O pai manda os irmãos para buscarem Europa, que havia sido raptada por Zeus. Cadmo (irmão de Europa) está na Grécia e passa por uma grande conspiração contra Zeus. Tiram os músculos das articulações de Zeus, que fica sem conseguir se mexer, guardado por um dragão. Zeus escuta Cadmo tocando flauta então, pde a Cadmo que pegue os pedaços de seu corpo. Ele “encanta” o dragão com a flauta. Pega os pedaçõs de Zeus e entrega para ele. Zeus fica com uma dívida com Cadmo. Oferece-lhe uma cidade e o casamento com a deusa Harmonia (filha de Ares e Afrodite). A cidade é Tebas (contruída por Cadmo e Harmonia), e tem 07 entradas, magnífica. Último momento em que os deuses vêm à Terra (para o casamento de Cadmo e Harmonia). Desta linhagem vem a mãe de Dioníso. Cadmo e Harmonia vão ter apenas filhas mulheres. Sêmele é a mãe de Dioníso. Zeus se apaixona por ela. Engravida a moça e vai embora para o Olimpo. Sêmele diz que está grávida de Zeus e ninguém acredita. Ela virou piada no palácio. Zeus oferece um presente, qualquer coisa. Hera a esposa de Zeus vem, com ciúmes, na forma de uma ama e bota pilha pra que Sêmele descubra como ele realmente é. Quando ele se mostra ela é devorada por uma chama interior que a queima e ele tem um tempo mínimo para pegar o bebê e costura-o na coxa. A criança se gesta e se alimenta na coxa de Zeus. Na ilha de Nísia, nascei Dioníso. Ele fica neste local sendo cuidado por Ninfas e Curetes. E volta para o Olimpo. Mistura do mortal com o imortal. É criado na Terra. É invejado pelos Titãs, que têm medo do poder de Dioníso. Os Titãs se disfarçam com máscaras de gesso e levam espelhos e chocalhos para Dioníso. Enquanto ele está brincando, os Titãs o picam, o despedaçam (Sparagmós) e espalham os pedaços dele pela Terra. Porém, Apolo está passando por lá, nesse momento. Encontra o coração que ainda bate colocando-o numa cesta e, leva para Zeus. Que faz uma fôrma de barro, coloca o coração dentro e com o seu poder faz Dioníso reviver. É dado para ser cuidado pela Deusa dos Infernos (perséfone), que é filha de Zeus também. Dioníso cresce no Hades (mundo dos mortos, atemporal), quando ele está jovem vai para a Ásia.

zEUS3

Dioníso (aparece sempre como alguém que está fora) é um deus do campo, ligado à vegetação, aos ciclos (renascimento e morte), ligado às mulheres. As mulheres gregas vivam praticamente encerradas. O ideal de beleza grego é masculino. O cívico era feito pelo homem.

Dioníso – espaço de ação e existência ao elemento feminino. Os sátiros e curetes que tocavam tambores, flautas, que cantavam vão chamando as mulheres que abandonam suas casas e vão junto no cortejo. Ele tira as mulheres da pólis. Elas andam sem as amarras nos sieos, cabelos soltos, pés descalços e vão ganhando poderes de Dioníso. Elas fazem brotar da terra mel, leite, vinho… Ele é detestado quando volta para a Grécia. Não tem espaço nas assembléias, nas deliberações. Então ganha o Teatro. Nos primeiros ritos à Dioníso: música, dança, sacrifício de bodes, comem a carne crua. Aquilo que vem do grito da dor, da morte é dado à Dioníso – não tem armas, carrega o conceito de liberdade. O que é tangível, duradouro à Apolo.

Afrodite4

Dioníso é um espaço de teatro vazio, que habita e vai embora. Apolo tem um santuário em Delfos, mas no inverno ele é proibido de permanecer ali. Então, divide com Dioníso esse espaço – que fica ali durante esse período. Dividem o grande santuário da Grécia.

Fonte: aula da Paulina N.

Post. Aline

Fot. André

TROIANAS, de Eurípedes (415 a.C.)

Postado em Tragedias Gregas em 21 de julho de 2009 por sagradocacete

As Troianas

Eurípedes (415 a. C.)

Posêidon inicia narrando os últimos acontecimentos. Tróia fora saqueada e está em ruínas. Todos os homens foram mortos e as mulheres, agora escravas, estão sendo distribuídas entre os gregos. Então vai embora de Ílion: “…quando a malígina desolação conquista a urbe, o divino adoece e não quer ser honrado.” Helena está prisioneira, Hécuba está vertendo lágrimas, Polixena está morta – junto ao túmulo de Aquiles, Cassandra também é prisioneira.

Inicia-se um diálogo entre Posêidon e Atena:

A – “Quero agradar aos trôades antes odiosos e lançar um acre retorno à armada aquéia.”

P – “Por que saltas assim pra lá, depois pra cá, muito odeias e amas aquele em quem acaso acertas?”

A deusa comenta o fato de Ájax ter arrastado Cassandra com violência para o seu templo. Ela quer se vingar dos aqueus mesmo tendo ficado a favor deles contra os frígios, na guerra de Tróia.

Hécuba é a rainha de Tróia. Agora está escrava. Profundamente dolorida e desgraçada em lamentos. Na conversa entre Hécuba 1º e 2º semicoros e coros 1 e 2, descrevem o que está acontecendo. Tróia está desvalida, as troianas terão que ir embora com os argivos… lamentos, tristezas. Hécuba será a serviçal de Ulisses.

H – “Deixai-me (não é amado o não amado, jovens) jazer, caída: coisas dignas de quedas sofro, venho sofrendo e ainda sofrerei. Ó deuses: apelo a meus aliados, os vis; ora, mas faz sentido invocar os deuses, quando um de nós alcança fortuna desafortunada. Primeiro, assim, é-me amável cantar o que é bom: com meus males lançarei maior piedade. Soberana, deposei uma casa soberana, e então gerei filhos excelentes, não mera cifra, mas os maiores dentre os frígios: tais, nem mulher troiana, helena ou bárbara poderia jamais se vangloriar de ter gerado. Mas os vi cair por meio da lança helênica e cortei os cabelos junto aos túmulos dos mortos, e Príamo, o semeador, pranteei, não de outros escutando, mas o vi com estes olhos, eu mesma, imolado no altar caseiro, e a cidade tomada. As virgens que nutri em vista da honra distinta dos noivos para outros nutri, arrebatadas de minhas mãos: não há esperança de por elas ser vista. E eu mesma não as verei nunca mais. E no final, cúmulo de aflitivos males, escrava, mulher, anciã à Hélade irei.”

Entra em cena o arauto dos dânaos, Taltíbio. Ele traz as notícias sobre o sorteio das mulheres. Cassandra ficará para Agamêmnon: “Mãe, recobre a minha cabeça vencedora e te alegra com minhas bodas reais; e escorta, ainda que para ti eu não tenha zelo, empurra-me com violência: se Lóxias existe, desposar-me-á, em bodas mais difíceis que as de Helena, o senhor dos aqueus, o glorioso Agamêmnon. Matá-lo-ei e agora eu saquearei casas, buscando vingar meus irmãos e meu pai. Mas deixa estar: não cantaremos a machada que na nuca, minha e de outros, penetrará, as lutas matricidas que minhas bodas causarão e a derrocada da casa de Atreu.”

Andrômaca, tem um filho de Heitor, Astíanax – que está com ela. Ficará para o filho de Aquiles – Neoptólemo e, conversa com Hécuba sobre os seus tristes destinos. Ela não se conforma com a situação.

A – “Polixena, tua filha, morreu junto ao túmulo de Aquiles, imolada: dom ao morto sem vida.”

H – “ Pobre de mim: eu sabia, isso para mim antes falou Taltíbio sem clareza numa alusão clara.”

A – “… Pois o modesto que é inventado para as mulheres, isso granjeei sob o teto de Heitor (…) O silêncio da língua e o olhar calmo ao esposo confiei: soube quando devia vencer meu esposo e no que a ele devia ceder a vitória. A notícia dessas coisas, ao exército aqueu rumando, arruinou-me. Desde que fui presa, o filho de Aquieles quis-me tomar como esposa: serei escrava na casa de assassinos. Se, desdenhando a fronte amada de Heitor, ao amo atual abrir o coração, vil aparecerei ao morto: mas, se do meu senhor sinto nojo, serei odiada por ele. Dizem, porém, que uma noite alegre relaxa a aversão da mulher à cama do marido (…)”

Mais uma vez aparece o arauto Taltíbio, que vem anunciar o breve assassinato do filho de Andrômaca e Heitor, pelos gregos. E, que ela não esbraveje, nem rogue pragas para que, pelo menos, a criança possa ter um enterro decente.

Taltíbio – “… que não nutrissem o filho de um excelente pai… e que era preciso arremessá-lo das torres troianas.”

Menelau aparece na história. Ele quer matar Helena, que tenta convencê-lo a acreditar em seus argumentos. Hécuba quer que Menelau mate Helena. Hécuba é quem acaba fazendo o ritual de passagem para o neto, Astíanax, pois Neoptólemo quer ir embora logo.

Final da tragédia se dá com um diálogo entre Hécuba e o coro sobre o final infeliz de Tróia.

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