¨Viúvas – Performance sobre a Ausência” no 18º POA em Cena

Viúvas – Performance Sobre a Ausência faz parte da programação do 18º Porto Alegre em Cena. A Performance que propõe uma viagem a memória da ditadura militar, será realizada na Ilha das Pedras Brancas, também conhecida como Ilha do Presídio, no rio Guaíba, de 10 a 19 de setembro .
Viúvas Sofia na Pedra espera dos seus homens - corpos
“Viúvas, Performance sobre a Ausência” faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveizvem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. O Teatro de Vivência do Ói Nóis Aqui Traveiz procura uma forma de relação aberta e sincera com o público, em que atores e espectadores partilhem de uma experiência comum, que tenha intensidade de um acontecimento, capaz de produzir novas formas de percepção.Participam da encenação coletiva os atuadores: Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Renan Leandro, Edgar Alves, Marta Haas, Paula Carvalho, Eugênio Barboza, Roberto Corbo, Sandra Steil, Jorge Gil, Karina Sieben, Mayura Matos, Paola Mallmann, Daiane Marçal, André de Jesus, Alessandro Müller, Alex Pantera, Leila Carvalho, Aline Ferraz, Letícia Virtuoso, Geison Burgedurf e Charles Brito.

(…) Em Viúvas – performance sobre a ausência, trabalho em andamento que veio à luz em janeiro de 2011, a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz nos deu a ver os rastos das ditaduras latino-americanas por meio da história dramatizada por Dorfman e Kushner. Ao ocupar a Ilha das Pedras Brancas, noRio Guaíba, o grupo particularizou o que há de universal na obra. Se na peça a geografia circunscreve uma comunidade imaginária, Camacho, encravada num vale – “Não, não acho necessário contar-lhes como se chama o meu país”, diz o Narrador, alter ego de Dorfman –, na experiência teatral o núcleo artístico se apropria da mesma ficção para deflagrar o seu lócus banhado pelas memórias do cárcere político. Um pedaço de terra flutuante que não foi apagado pela natureza e sobre o qual a encenação em processo conseguiu atrair os olhos e a sola dos pés dos moradores do “continente” a bordo do terceiro milênio.

Por Valmir Santos (Jornalista e Crítico Teatral)

Mais informações:
http://www2.portoalegre.rs.gov.br/poaemcena/

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.104067366365111.4671.100002855441726

Contatos
Paula Carvalho
paula.terreira@gmail.com
8417 93 10

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