O Amargo Santo da Purificação em Santa Cruz

A apresentação será no dia 2 de fevereiro, às 18h30, no Parque Municipal do Distrito Industrial de Santa Cruz do Sul (ao lado do autódromo). Esta apresentação faz parte da programação do Acampamento Nacional – Levante Popular da Juventude.

Clip do espetáculo O Amargo Santo da Purificação:
http://www.youtube.com/watch?v=2kI0IFOFUoA

Levante Popular da Juventude:
http://levantepopulardajuventude.blogspot.com/2012/01/levante-se-juventude-acampamento.html

“O Amargo Santo da Purificação – Uma visão Alegórica e Barroca da Vida Paixão e Morte do revolucionário Carlos Marighella” conta a história deste herói popular, que lutou contra as ditaduras do Estado Novo e do Regime Militar, e que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. O espetáculo é um painel dos principais acontecimentos que ocorreram no nosso país no século XX. A dramaturgia elaborada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Carlos Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética “glauberiana”, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

Participam da encenação os atuadores Paulo Flores, Tânia Farias, Clélio Cardoso, Aline Ferraz, Marta Haas, Edgar Alves, Roberto Corbo, Sandra Steil, Paula Carvalho, Letícia Virtuoso, Eugênio Barboza, Daiane de Souza, André de Jesus, Paola Mallmann, Leila Carvalho, Cléber Vinícius, Alex Pantera, Karina Sieben, Jorge Gil, Mayura de Matos, Eduardo Cardoso, Geison Burgedurf, Renan Leandro, Alessandro Müller e Charles Brito.

Liberdade

Não ficarei tão só no campo da arte,
e, ânimo firme, sobranceiro e forte,
tudo farei por ti para exaltar-te,
serenamente, alheio à própria sorte.
Para que eu possa um dia contemplar-te
dominadora, em férvido transporte,
direi que és bela e pura em toda parte,
por maior risco em que essa audácia importe.
Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,
que não exista força humana alguma
que esta paixão embriagadora dome.
E que eu por ti, se torturado for,
possa feliz, indiferente à dor,
morrer sorrindo a murmurar teu nome

Carlos Marighella
São Paulo, Presídio Especial, 1939

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: