seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”.

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, Ministério da Cultura e Petrobras apresentam o seminário “Interstícios Cênicos – Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana”. O encontro conta com performances e espetáculos, diálogos e reflexões sobre processos criativos, e acontece de 28 de maio à 2 de junho no Centro de Experimentação e Pesquisa Cênica Terreira da Tribo (Rua Santos Dumont, 1186), na sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro) e no centro de Porto Alegre. Entrada Franca.

 

O Seminário foi organizado em parceria com a Cátedra Latino Americana e faz parte das comemorações de trinta e quatro anos da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

A Terreira da Tribo foi contemplada pela Funarte no edital Prêmio Procultura de Estímulo ao Circo, Dança e Teatro 2010.

 

A expansão e os cruzamentos das disciplinas artísticas têm implicado também uma transformação dos discursos cênicos. Há alguns anos as práticas cênicas enfatizam o tecido entre discursos performativos e teatrais. A performatividade é, de fato, uma dimensão da teatralidade. Longe de estigmatizar o teatro, o interesse pelo performativo pode ser um indicativo de outras construções da presença e do modo como o aqui e o agora do teatro são tecidos em vínculo com a experiência e as cenas da vida. A possibilidade de pensar os interstícios cênicos desvia também o olhar para outras dimensões do espaço cênico, para a instalação de um tempo poético no fluxo do cotidiano.

 

PROGRAMAÇÃO

 

28 de maio, segunda:

12h, na Esquina Democrática

“Terpsí em Obras” com a Terpsí Teatro de Dança.

 

20h, na Terreira da Tribo

Performance “Qual é a minha cor?” com Mara Leal do Coletivo Teatro da Margem.

 

Painel “Interstícios Cênicos: Cruzamentos entre Teatralidades e Performatividades na Cena Contemporânea Latino-Americana” com Miguel Rubio Zapata e Ileana Diéguez.

 

29 de maio, terça:

12h, na Esquina Democrática

Performance “Onde? Ação nº 2” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

 

19h, na Sala P.F. Gastal (Usina do Gasômetro)

Lançamento e exibição do DVD “Viúvas – Performance Sobre a Ausência”.

 

Palestra “Performatividades da Memória” com Ileana Diéguez e debate sobre “Onde? Ação nº 2” e “Viúvas – Performance Sobre a Ausência” com Jair Krischke, Fábio Prikladnicki e Pedro Isaias Lucas.

 

30 de maio, quarta:

12h, na Praça da Alfândega

“O Amargo Santo da Purificação” com a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Antígona” com Teresa Ralli do Grupo Cultural Yuyachkani.

 

 31 de maio, quinta:

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Presença e Representação. Estratégias para Interpelar o Presente” com Narciso Telles e debate sobre “Antígona” e “O Amargo Santo da Purificação” com Miguel Rubio Zapata, Newton Silva e Silvia Balestreri.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Memorial de Silêncios e Margaridas” com Narciso Telles do Coletivo Teatro da Margem.

 

1º de junho, sexta:

12h, Paço Municipal

Performance “Porto: A Cidade como Palco de uma Anti-diaspora” com Teatro Sarcáustico.

 

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Testemunhos Cênicos – Como dar Voz ao Silêncio Histórico” com Miguel Rubio Zapata e debate sobre “Memorial de Silêncios e Margaridas” com Teresa Ralli, Clóvis Massa e Enrique Padrós.

 

20h, na Terreira da Tribo

“Danke” com Juliana Kersting e Paola Opptiz.

 

2 de junho, sábado:

16h, na Terreira da Tribo

Palestra “Espectros e Duplos Cênicos” com Mara Leal e debate sobre “Danke” com Narciso Telles, Inês Marocco e Rosyane Trotta.

 

19h, na Terreira da Tribo

Coquetel de lançamento do livro “Ói Nóis Aqui Traveiz: A História através da Crítica” de Rosyane Trotta e confraternização.

 

3 de junho, domingo:

Intercâmbios internos.

 

Palestrantes e Debatedores

 

Ileana Diéguez – México

Miguel Rubio Zapata – Peru

Teresa Ralli – Peru

Narciso Telles – MG

Mara Leal – MG

Jair Krischke – RS

Clóvis Massa – RS

Enrique Padrós – RS

Pedro Isaias Lucas – RS

Silvia Balestreri – RS

Inês Marocco – RS

Newton Silva – RS

Fábio Prikladnicki – RS

 

 

sobre os trabalhos apresentados

 

GRUPO CULTURAL Yuyachkani

O Grupo Cultural Yuyachkani, coletivo de teatro mais importante do Peru, vem trabalhando desde 1971 na vanguarda da experimentação teatral, da performance política e da criação coletiva. “Yuyachkani” é uma palavra Quéchua que significa “Eu estou pensando, eu estou lembrando”; sob este nome, o grupo teatral tem se dedicado à pesquisa coletiva da memória social, em particular, em relação às questões de etnicidade, violência e memória no Peru. O grupo é formado por sete atores (Augusto Casafranca, Amiel Cayo, Ana Correa, Débora Correa, Rebeca Ralli, Teresa Ralli e Julián Vargas), um designer técnico (Fidel Melquíades) e um diretor artístico (Miguel Rubio), que criaram um compromisso de criação coletiva como modo de produção teatral e de teatro de grupo como filosofia de vida. Seu trabalho é um dos mais importantes do “Nuevo Teatro Popular” da América Latina, com um forte compromisso com os problemas das comunidades de base, mobilização e ação política. Yuyachkani ganhou o prêmio nacional dos Direitos Humanos, no Peru, em 2000.

 

Espetáculo “Antígona”

Sobre a Antígona de Sófocles foram realizadas inúmeras versões tanto na Europa como na América Latina. A opção de Yuyachkani esteve clara desde o princípio: a indagação-aproximação do mito clássico de Antígona à realidade peruana, como una maneira de apelar à memória histórica universal para buscar nela sinais que nos ajudem a entender nossa própria realidade.

Por séculos a “Antígona” de Sófocles foi uma das tragédias gregas clássicas mais representadas e adaptadas. A obra capta como poucas outras o terreno conflituoso entre o indivíduo e o estado, entre os direitos fundamentais humanos e as leis arbitrárias de uma sociedade, entre as necessidades da natureza e a arrogância humana que trata de controlar e dirigir-lhe. “Antígona” é uma declaração sobre o caráter essencial da “desobediência civil” contra a arbitrariedade do poder político, uma vez que reafirma a importância de coisas intangíveis da vida humana como parte de uma ecologia natural e finita que no se pode ignorar nem violar.

 

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

A Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz surgiu em 1978 com uma proposta de renovação radical da linguagem cênica. Durante esses anos criou uma estética pessoal, fundada na pesquisa dramatúrgica, musical, plástica, no estudo da história e da cultura, na experimentação dos recursos teatrais a partir do trabalho autoral do ator. Não se limitando à sala de espetáculos, desenvolveu uma linguagem própria de teatro de rua, além de trabalhos artístico-pedagógicos junto à comunidade local. Abriu um novo espaço para a pesquisa cênica – a Terreira da Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz, que funciona como Escola de Teatro Popular, oferecendo diversas oficinas abertas e gratuitas para a população.

A organização da Tribo é baseada no trabalho coletivo, tanto na produção das atividades teatrais, como na manutenção do espaço. O Ói Nóis Aqui Traveiz segue uma evolução contínua e constitui um processo aberto para novos participantes. 

 

O AMARGO SANTO DA PURIFICAÇÃO

A encenação coletiva para Teatro de Rua conta a história de Carlos Marighella,  herói popular que os setores dominantes tentaram banir da cena nacional durante décadas. A dramaturgia elaborada pela Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz parte dos poemas escritos por Marighella que transformados em canções são o fio condutor da narrativa. Utilizando a plasticidade das máscaras, de elementos da cultura afro-brasileira e figurinos com fortes signos, a encenação cria uma fusão do ritual com o teatro dança. Através de uma estética ‘glauberiana’, o Ói Nóis Aqui Traveiz traz para as ruas da cidade uma abordagem épica das aspirações de liberdade e justiça do povo brasileiro.

 

ONDE? AÇÃO Nº 2

A performance “Onde? Ação nº2” de forma poética provoca reflexões sobre o nosso passado recente e as feridas ainda abertas pela ditadura militar. A ação performática se soma ao movimento de milhares de brasileiros que exigem que o Governo Federal proceda a investigação sobre o paradeiro das vítimas desaparecidas durante o regime militar, identifique e entregue os restos mortais aos seus familiares e aplique efetivamente as punições aos responsáveis.

 

VIÚVAS – Performance Sobre a Ausência

¨Viúvas, Performance sobre a Ausência¨ faz parte da pesquisa teatral que a Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz vem realizando sobre o imaginário latino-americano e sua história recente. Partindo do texto Viúvas de Ariel Dorfman e Tony Kushner, a Tribo dá continuidade à sua investigação da cena ritual, dentro da vertente do Teatro de Vivência. Viúvas mostra mulheres que lutam pelo direito de saber onde estão os homens que desapareceram ou foram mortos  pela ditadura civil militar que se instalou em seu país. É uma alegoria sobre o que aconteceu nas últimas décadas na América Latina, e a necessidade de manter viva a memória deste tempo de horror, para que não volte mais a acontecer. O Teatro de Vivência do Ói Nóis Aqui Traveiz procura uma forma de relação aberta e sincera com o público, em que atores e espectadores partilhem de uma experiência comum, que tenha intensidade de um acontecimento, capaz de produzir novas formas de percepção.

 

COLETIVO TEATRO DA MARGEM

O Coletivo Teatro da Margem surgiu a partir de um grupo de pesquisa teatral orientado pelo Profº Dr. Narciso Telles integrado por alunos do curso de Teatro da Universidade Federal de Uberlândia (UFU). Inserido na contemporaneidade, dialogando com o pós-dramático, se propõe à busca de uma expressividade coletiva que dialogue com a pesquisa acadêmica, mas sem perder a efervescência da criação estética em arte e do fazer teatral.

 

Espetáculo “Memorial de SILÊCIOS E MARGARIDAS”

Em um passado ainda recente, foram instaurados regimes ditatoriais de governo, em diversos países latino-americanos, onde as vozes dissidentes eram caladas com muita dor, crueldade e sofrimento. A dramaturgia de Memorial de Silêncios e Margaridas é uma busca dos sentimentos humanos em meio a histórias de pessoas impedidas das coisas mais simples de seus cotidianos e, de outras tão importantes como amar e sonhar. Partimos de narrativas e silêncios das pessoas, das suas músicas, das leituras de Eduardo Galeano, de Frei Beto, de visitas ao Memorial da Resistência no antigo prédio do DEOPS, e muitas outras investigações, na tentativa de desvelar algumas marcas dos sobreviventes, mas também daqueles que tiveram prazer em produzir rostos sem traços, em arrancar jovens de suas casas para jogá-los depois em terrenos baldios, em sepulturas clandestinas ou até no mar. Procuramos apenas falar um pouco desses seres humanos, não no sentido de rememoração de suas dores, mas para que não esqueçamos nunca que algo aconteceu e de como poderia ter sido diferente!

 

Performance “Qual é a minha cor?”

Com o interesse em desenvolver uma performance autobiográfica sobre as questões raciais, resolvi falar da cor da minha família, não de minhas origens porque elas são quase desconhecidas, mas da minha geração: eu e meus inúmeros primos e primas, focando nas relações mais próximas. Mas como abordar essa questão? Resolvi encenar como essas diferentes variações cromáticas da pele são tratadas em nossa sociedade. Parto da primeira noção de cor que nos é imposta: a certidão de nascimento e de como essas cores são dicionarizadas, ou seja, como a sociedade, a linguagem trata desse tema.

 

ESPETÁCULO “DANKE”

DANKE é o espetáculo do texto de Dario Fo e Franca Rame, “Eu, Ulrike? Grito…”, que conta a história de Ulrike Meinhof, do dia em que ela foi presa até o dia do seu suposto suicídio. Porém é melhor falar em personagens pois Ulrike Meinhof contracena com a sua carcereira, ou o seu duplo. Ela se perde de si mesmo frente à violência e à privação a que é submetida. No vazio e silêncio da prisão ela busca relações reais e imaginárias com o espaço e o tempo. A distância em face de si mesmo lhe propõe o resgate de sua própria identidade e o encontro consigo mesma.

O público é o outro, parte atuante que é revelado pela personagem, ao mesmo tempo em que revela a personagem na sua solidão, no seu desespero, na sua loucura, na sua intensidade, na sua inteireza, na sua coragem e na sua resignação.

 

Terpsí em Obras

Terpsí em Obras é uma instalação coreográfica criada especialmente para o  Forum Social Mundial temático de 2012, utilizando o ambiente da rua. Esta instalação propõe a releitura das obras da Cia Terpsí Teatro de Dança conectadas pelos temas da sustentabilidade e humanidade,os quais são tratados a partir do viés da interdisciplinaridade.  Se trata de um  resgate dos 25 anos de história da Cia Terpsí  revividos através de fragmentos de Lautrec fin de siecle (1993), O Banho (2000), E la nave no va (2003), Ditos e Malditos: desejos de clausura (2009) e  Casa das Especiarias (2011). Esta obra propõe uma reflexão sobre questões  contemporâneas como o desejo, prazer, hipocrisia, destruição e (in) sustentabilidade.

 

Sobre Teatro Sarcáustico

O grupo TEATRO SARCÁUSTICO surgiu em janeiro de 2004, do Trabalho de Conclusão do Curso de Artes Cênicas (UFRGS), de Andressa de Oliveira, Daniel Colin e Tatiana Mielczarski, intitulado GORDOS ou somewhere beyond the sea. Nestes 08 anos de trabalho continuado, foram produzidos outros sete espetáculos profissionais, além de performances, oficinas, intervenções urbanas, workshops e cursos de formação de atores. O TEATRO SARCÁUSTICO recebeu importantes prêmios do estado(Açorianos de Teatro, Tibicuera de Teatro Infantil, RBS Cultura e Braskem em Cena) e é considerado uma das mais significativas companhias da cena teatral gaúcha contemporânea. Atualmente, o TEATRO SARCÁUSTICO é um dos grupos que integram o Projeto Usina das Artes, que prevê a ocupação do Centro Cultural Usina do Gasômetro em Porto Alegre.

 

Sobre PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora

“PORTO: A cidade como palco de uma anti-diáspora” é um projeto composto por quatro performances/intervenções urbanas realizadas na cidade de Porto Alegre, concebido para discutir sobre o êxodo dos artistas ao qual a cidade assiste, as dificuldades do fazer artístico contemporâneo em Porto Alegre, suas possibilidades e necessidades, impelindo seus criadores a procurar novas cidades para se realizarem.

“PORTO” é o que o próprio nome propõe: a luta de jovens artistas gaúchos em defender sua cidade um pólo artístico-cultural do país e recebeu o Prêmio FUNARTE Artes Cênicas na Rua 2011.

 

PALESTRANTES E DEBATEDORES

 

Ileana Diéguez (Cuba – México)

Doutora em Letras (2006) com instância pós-doutoral em História da Arte, UNAM, apoiada pelo CONACYT (2008-2009); professora investigadora da Universidad Autónoma Metropolitana (UAM), unidade Cuajimalpa, México, DF; membro do Sistema Nacional de Investigadores. Foi Coordenadora de Investigações do Centro Nacional de Investigación Teatral Rodolfo Usigli e vice-diretora da Escuela Internacional de Teatro de América Latina y el Caribe (EITALC). É membro fundadora da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Organizou e coordenou os processos de investigação de várias oficinas cênicas em diferentes países e realizou a curadoria de vários encontros internacionais sobre os temas teatralidade, performance e arte. É autora do livro, traduzido em português, Cenários Liminares: Teatralidades, performances e política (Edufu, 2011).

 

Miguel Rubio Zapata (Peru)

É Bacharel em Sociologia pela Universidad Inca Garcilaso de la Veja, Doutor Honoris Causa pelo Instituto Superior de Arte da Universidad de La Habana (Cuba). É membro fundador e diretor do Grupo Cultural Yuyachkani (1971), no qual postula um teatro de criação e investigação a partir do material que os atores propõem. No campo pedagógico dirige o Laboratorio Abierto de Yuyachkani e as demonstrações de trabalho. É membro do Conselho de Direção da Escuela Internacional de Teatro para América Latina y el Caribe (EITALC), atualmente com sede no México, DF e membro fundador da Cátedra Itinerante de la Escena Latinoamericana. Autor dos livros Notas sobre teatro (2001), El cuerpo ausente (performance política) (2006) e Raíces y Semillas. Maestros y Caminos del Teatro en América Latina (2011).

 

Teresa Ralli (Peru)

É membro fundadora do Grupo Cultural Yuyachkani e participou da criação e encenação de todos os espetáculos coletivos do Grupo. Impulsionou a linha pedagógica no coletivo, sendo responsável pela organização de eventos e atividades pedagógicas. Viajou por todo Peru ensinando teatro em grupos independentes, colégios estatais e particulares, organizações de mulheres e grupos comunitários diversos. Desde 1990 participa do Magdalena Project, organização que reúne mulheres criadoras dos cinco continentes. Desde 1998 é professora da Pontificia Universidad Católica do Peru, na Facultad de Artes y Ciencias de la Comunicación, Especialidad de Artes Escénicas.

 

Fábio Prikladnicki

Jornalista e mestre em Literatura Comparada pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. É repórter do Segundo Caderno do jornal Zero Hora e colaborou com diversos veículos de mídia impressa e eletrônica no país. Participou dos júris do Prêmio Açorianos de Teatro (2005 e 2011) e do Prêmio Braskem Em Cena (2006 e 2011). Em 2011, foi crítico convidado do 14º Festival Recife do Teatro Nacional. Entre 2008 e 2010, foi coordenador e professor do curso de extensão em Crítica Cultural na Unisinos.

 

Inês Alcaraz Marocco

Diretora teatral e pesquisadora da formação do ator, principalmente em teatro. Possui graduação em Direção Teatral e Licenciatura em Arte Dramática pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (1975), mestrado em Diplôme d’Études Aprofondies – Université de Paris VIII (1985) e doutorado em Doctorat en Esthétique Sciences et Technologie des Arts – Université de Paris VIII (1997). Formação na École Internationale de Théâtre, Mime et Mouvement Jacques Lecoq (1983/1984). Atualmente é professora do departamento de Arte Dramática (DAD) da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS.

 

Newton Pinto da Silva

Mestre em Artes Cênicas pelo Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (PPGAC/UFRGS), com a dissertação Palcos da Vida: o vídeo como documento do teatro em Porto Alegre nos anos 1980 (2010). Possui graduação em Comunicação Social – Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (1992). É repórter e apresentador de televisão da Fundação Cultural Piratini – Rádio e TV (TVE/RS), com foco no Jornalismo Cultural.

 

Silvia Balestreri Nunes

Professora do Departamento de Arte Dramática e do Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, do qual é coordenadora. É co-fundadora do Centro de Teatro do Oprimido do Rio de Janeiro (CTO-Rio), com direção de Augusto Boal. Atualmente coordena o projeto de pesquisa Teatro e Produção de Subjetividade: Exercícios Micropolíticos, com foco na obra do pluriartista italiano Carmelo Bene.

 

Jair Krischke

É Ativista dos Direitos Humanos, com atuação no Brasil, Argentina, Uruguai, Chile e Paraguai. Fundou o Movimento de Justiça e Direitos Humanos em março de 1979.  Um dos fundadores do CELADI –  Centro Latinoamericano de Investigación. Participou ativamente das campanhas pela Anistia, pela libertação dos últimos presos políticos brasileiros e pelas Diretas Já.

 

 

Enrique Serra Padrós

Professor do Departamento de História e do Programa de Pós-Graduação em História (UFRGS). Especialista em História Latino-americana, Mestre em Ciência Política e Doutor em História. Chefe do Departamento de História e Vice-coordenador do Programa de Relações Internacionais. Pesquisador vinculado ao GT de Ensino/Anpuh-RS e Arquivistas Sem Fronteira/Brasil. Pesquisa temas vinculados às Ditaduras de Segurança Nacional Latino-americanas e História Mundial do Tempo Presente. Organizador de obras coletivas e autor de inúmeros artigos e capítulos de livros sobre temas vinculados às áreas de atuação.

 

Clóvis Massa

Professor de Teoria e História do Teatro no Programa de Pós-Graduação em Artes Cênicas da UFRGS. Doutor em Letras na área de Teoria da Literatura (FALE/PUCRS), com estágio doutoral na Université Paris 8 – Saint-Denis. Mestre em Artes Cênicas (ECA/USP) e Bacharel em Artes Cênicas – Habilitação em Interpretação Teatral (DAD/UFRGS).

 

Pedro Isaias Lucas

Mestrando em Artes Cênicas no PPGAC na UFRGS e Bacharel em Direção pela mesma universidade. Fez o roteiro de Caminhos de pedra – Tempo e memória na Linha Palmeiro (2008); pesquisa e consultoria de roteiro de Walachai (2011); fotografia e montagem de O amargo santo da purificação (2011). Recentemente lançou seu primeiro longa-metragem Argus Montenegro & a instabilidade do tempo forte (2012).

 

 

Contatos:

Paula Carvalho

paula.terreira@gmail.com

(51) 9396 11 40

 

Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz

terreira.oinois@gmail.com

(51) 3286 57 20 / 9999 45 70

 

 

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